quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Artur Agostinho
Ontem, terça-Feira, dia 22 de Março de 2011, morreu Artur Agostinho.
Morreu aos 90 anos, feitos no dia de Natal, no Serviço de Urgencia do Hospital de Santa Maria, onde se encontrava há uma semana. Da causa de morte, nada se sabe, aguarda-se pela autopsia...
Descanse em PAZ!
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Partiram
domingo, 20 de março de 2011
Que JALEX descanse em Paz
Ontem foi dia 19 de Março de 2011.
Foi dia do pai!
Pelas 06H00 da manhã faleceu JALEX.
Hoje, Domingo, a missa de corpo presente para encomendar o corpo a Deus foi as 08H30, na Igreja da Damaia.
Depois pelas 09H00 seguiu o caixão para o crematorio do cemiterio de Rio de Mouros na linha de Sintra.
A cremação foi as 10H00.
QUE DESCANSES EM PAZ!
Foi dia do pai!
Pelas 06H00 da manhã faleceu JALEX.
Hoje, Domingo, a missa de corpo presente para encomendar o corpo a Deus foi as 08H30, na Igreja da Damaia.
Depois pelas 09H00 seguiu o caixão para o crematorio do cemiterio de Rio de Mouros na linha de Sintra.
A cremação foi as 10H00.
QUE DESCANSES EM PAZ!
terça-feira, 15 de março de 2011
Sindroma de Tríade Widal
Pois bem cá estou eu após a 3ª. operação a Pólipos Nasais.
Vou então explicar rapidamente o que me tem acontecido e a descoberta de uma doença rara de nome SÍNDROMA DE TRÍADE WIDAL.
POLIPOSE NASAL
Pólipos nasais são tumores benignos, geralmente em ambas as narinas, que causam obstrução nasal e podem causar deformações externas no nariz.
Embora actualmente comece a não ser uma doença rara, principalmente após o aparecimento de equipamentos com fibra óptica, que vieram melhorar a capacidade de diagnóstico, pouco se sabe sobre as suas causas.
Trata-se de uma doença inflamatoria da mucosa nasal (tecido de revestimento interno do nariz), geralmente de rápida evolução. Durante muito tempo associava-se a rinite alérgica mas os estudos mais recentes, afirmam que é uma doença completamente independente.
Os pólipos podem crescer a partir de qualquer ponto da mucosa nasal, porém o mais comum é desenvolverem-se a partir dos seios etmoidais (parte de cima do nariz) e depois dos seios maxilares (parte de baixo do nariz).
Os sintomas são: obstrução nasal progressiva que geralmente não cede com o uso de descongestionantes. Diminuição e mais tarde perda do olfacto e depois do paladar. Sangramento nasal. Pressão e por vezes dor na face. Secreção nasal que escorre para a garganta e aumento de barulho e apneia do sono, bem como uma voz sempre anasalada.
O exame nasal no consultório medico da especialidade, já mostra os pólipos, uma vez que eles são bem visíveis, mas com ajuda de exames de diagnóstico como a TAC e endocospia rinossinusal ajudam tanto no diagnóstico como no grau da doença.
O tratamento deve ser sempre o aconselhado pelo otorrinolaringologista. De inicio são sempre com antiinflamatorios de corticosteroides, antibióticos e soluções topicas nasais... Os sprays prescritos devem ser usados de modo continuo... Quando já nada se torna eficaz, a única solução é a cirurgia(s) para remoção dos pólipos...
CUIDADO COM O ACIDO ACETIL-SALICILICO (AAS - aspirina, etc)
Os doentes com polipose nasal e asma bronquica, devem evitar os medicamentos com AAS, uma vez que correm o risco de reacção alérgica que pode até, no pior dos casos, ser fatal.
Asma + polipose nasal + intolerância a aspirina = SÍNDROMA DE WIDAL (Uma Tríade a recordar)
Vamos então falar sobre o Síndroma de Widal
Apesar de ter sido reconhecida há mais de meio século, esta tríade constituída por estas 3 doenças em simultâneo e em conjunto, continua subdiagnosticada e tratada...
Os doentes desta doença têm sempre mais de 30 anos de idade, quando aparecem os pólipos nasais que foram de certo modo uma consequencia de varias tomadas de aspirina que foi induzindo a asma, ou seja um ciclo vicioso: doenças que levam a tomas de aspirina que leva a asma e esta leva a polipose...
Como prevenção os doentes não devem tomar nem aspirinas nem medicamento que contenham na sua composição o AAS, o que nem sempre é fácil, dado que esta substancia se encontra na composição de inúmeros fármacos.
De igual modo, também o Paracetamol (ben-u-ron) pode ter influencia nestes doentes, pelo que não deverão também de ser tratados com esse fármaco.
Assim só resta que, em Hospital, seja efectuada a estes doentes, a indução de tolerância ao AAS e Paracetamol com monitorização cardio-respiratoria e possibilidade de reanimação com médicos e enfermeiros qualificados e com as veias canalizadas para tratamentos rápidos e eficazes de reacções adversas... o doente depois deverá continuar o tratamento diariamente com AAS mesmo sem necessitar, correndo o risco de se interromper isso leve novamente a intolerância do organismo...
Actualmente encontro-me nesta fase, após já 3 operações aos pólipos nasais e com diversos problemas com a AAS e Paracetamol, estou na fase da indução no Hospital de Santa Maria, mas com a nítida sensação que nem eu própria e nem os médicos, sejam eles Otorrinolaringologistas, Imunoalergologistas, Cardiologistas... sabemos bem como actuar e até como e que fazer... que Deus me proteja se for caso disso...
Vou então explicar rapidamente o que me tem acontecido e a descoberta de uma doença rara de nome SÍNDROMA DE TRÍADE WIDAL.
POLIPOSE NASAL
Pólipos nasais são tumores benignos, geralmente em ambas as narinas, que causam obstrução nasal e podem causar deformações externas no nariz.
Embora actualmente comece a não ser uma doença rara, principalmente após o aparecimento de equipamentos com fibra óptica, que vieram melhorar a capacidade de diagnóstico, pouco se sabe sobre as suas causas.
Trata-se de uma doença inflamatoria da mucosa nasal (tecido de revestimento interno do nariz), geralmente de rápida evolução. Durante muito tempo associava-se a rinite alérgica mas os estudos mais recentes, afirmam que é uma doença completamente independente.
Os pólipos podem crescer a partir de qualquer ponto da mucosa nasal, porém o mais comum é desenvolverem-se a partir dos seios etmoidais (parte de cima do nariz) e depois dos seios maxilares (parte de baixo do nariz).
Os sintomas são: obstrução nasal progressiva que geralmente não cede com o uso de descongestionantes. Diminuição e mais tarde perda do olfacto e depois do paladar. Sangramento nasal. Pressão e por vezes dor na face. Secreção nasal que escorre para a garganta e aumento de barulho e apneia do sono, bem como uma voz sempre anasalada.
O exame nasal no consultório medico da especialidade, já mostra os pólipos, uma vez que eles são bem visíveis, mas com ajuda de exames de diagnóstico como a TAC e endocospia rinossinusal ajudam tanto no diagnóstico como no grau da doença.
O tratamento deve ser sempre o aconselhado pelo otorrinolaringologista. De inicio são sempre com antiinflamatorios de corticosteroides, antibióticos e soluções topicas nasais... Os sprays prescritos devem ser usados de modo continuo... Quando já nada se torna eficaz, a única solução é a cirurgia(s) para remoção dos pólipos...
CUIDADO COM O ACIDO ACETIL-SALICILICO (AAS - aspirina, etc)
Os doentes com polipose nasal e asma bronquica, devem evitar os medicamentos com AAS, uma vez que correm o risco de reacção alérgica que pode até, no pior dos casos, ser fatal.
Asma + polipose nasal + intolerância a aspirina = SÍNDROMA DE WIDAL (Uma Tríade a recordar)
Vamos então falar sobre o Síndroma de Widal
Apesar de ter sido reconhecida há mais de meio século, esta tríade constituída por estas 3 doenças em simultâneo e em conjunto, continua subdiagnosticada e tratada...
Os doentes desta doença têm sempre mais de 30 anos de idade, quando aparecem os pólipos nasais que foram de certo modo uma consequencia de varias tomadas de aspirina que foi induzindo a asma, ou seja um ciclo vicioso: doenças que levam a tomas de aspirina que leva a asma e esta leva a polipose...
Como prevenção os doentes não devem tomar nem aspirinas nem medicamento que contenham na sua composição o AAS, o que nem sempre é fácil, dado que esta substancia se encontra na composição de inúmeros fármacos.
De igual modo, também o Paracetamol (ben-u-ron) pode ter influencia nestes doentes, pelo que não deverão também de ser tratados com esse fármaco.
Assim só resta que, em Hospital, seja efectuada a estes doentes, a indução de tolerância ao AAS e Paracetamol com monitorização cardio-respiratoria e possibilidade de reanimação com médicos e enfermeiros qualificados e com as veias canalizadas para tratamentos rápidos e eficazes de reacções adversas... o doente depois deverá continuar o tratamento diariamente com AAS mesmo sem necessitar, correndo o risco de se interromper isso leve novamente a intolerância do organismo...
Actualmente encontro-me nesta fase, após já 3 operações aos pólipos nasais e com diversos problemas com a AAS e Paracetamol, estou na fase da indução no Hospital de Santa Maria, mas com a nítida sensação que nem eu própria e nem os médicos, sejam eles Otorrinolaringologistas, Imunoalergologistas, Cardiologistas... sabemos bem como actuar e até como e que fazer... que Deus me proteja se for caso disso...
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Saúde... ou falta dela...
quarta-feira, 9 de março de 2011
Ausente...
Estou de novo aqui, após alguns dias de ausencia...
Dia 3 de Março comemorei 36 anos de namoro... e... ja não sou mais aquela menina de mini saia azul escura... por acaso... continuo a ser uma sonhadora... tanto que tudo mudou... eu, o meu marido, a vida, o mundo, os sonhos...
Melhor nem comparar...
Vou estar mais alguns dias ausente, pois pela terceira vez, vou sofrer nova intervenção cirurgica a "polipos nasais" que teimam em nascer descontroladamente...
Havemos de voltar a conversar!
Até lá sejam FELIZES!
Dia 3 de Março comemorei 36 anos de namoro... e... ja não sou mais aquela menina de mini saia azul escura... por acaso... continuo a ser uma sonhadora... tanto que tudo mudou... eu, o meu marido, a vida, o mundo, os sonhos...
Melhor nem comparar...
Vou estar mais alguns dias ausente, pois pela terceira vez, vou sofrer nova intervenção cirurgica a "polipos nasais" que teimam em nascer descontroladamente...
Havemos de voltar a conversar!
Até lá sejam FELIZES!
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Saúde... ou falta dela...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Ar de Rock - 6ª. Feira - 25/02/2011
E foi assim que encerrou a 6ª. Feira ou melhor, que começou o Fim-se-semana, a convite pessoal do meu dignissimo patrão, Sr. A. Casimiro, fui juntamente com meu marido, assistir ao concerto no Campo Pequeno, a favor da Associação Novo Futuro. Foi engraçado!
... Mais do que uma visita aos anos 80, no dia 25 de Fevereiro de 2011, Ar de Rock será um concerto solidário…
Fernando Cunha (Delfins) terá ao seu lado uma banda de luxo, com Emanuel Ramalho (Rádio Macau, Delfins, João Pedro Pais) na bateria, Miguel Magic (Pólo Norte) no baixo, João Gomes (LX 90, Kick Out The Jams, Ovelha Negra) nos teclados, Emanuel Andrade (Pólo Norte, Sérgio Godinho) também nos teclados e Luís Arantes (João Pedro Pais, Índigo) na guitarra.
As vozes estão a cargo de Fernando Cunha, Paulo Costa (Ritual Tejo), Diogo Campos (novo valor, nos Legal Evidence), Maria Léon (Ravel) e Lara Afonso.
Mas não é só. Momentos únicos requerem convidados muito especiais.
Já confirmados: Tim (Xutos e pontapés), Olavo Billac, Miguel Gameiro (Polo Norte), Flak e Rui Pregal da Cunha (Herois do Mar).
Vão estar todos juntos em palco, numa noite que se espera imperdível, para cantar os grandes temas da música portuguesa, como: Chico Fininho, Não Sou o Único, Canção do Engate, Sete Mares, Um Lugar ao Sol, Paixão, Chiclete, 40 Graus à Sombra ou Nasce Selvagem, entre tantos outros.
A receita da venda dos bilhetes reverterá a favor da Associação Novo Futuro, designadamente para a abertura de dois novos lares.
Lembra-se onde se encontrava da primeira vez que ouviu «Chico Fininho»?
Da primeira vez que dançou ao som dos Táxi?
Daquele memorável concerto dos Delfins?
Da primeira vez que cruzou os braços e sentiu o poder dos Xutos em palco?
Há memórias que não se apagam e outras que não se podem partilhar, apenas mostrar o que significam.
De preferência num palco, com grande som e luz a potenciar aquele que continua a ser um dos mais poderosos momentos na vida de qualquer amante de música que se preze: o concerto de rock.
Foi com essa ideia em mente que se criou o projecto Ar de Rock, um encontro de super estrelas que pretende celebrar as melhores canções da música portuguesa e cujo nome pretende prestar homenagem ao homem que começou tudo isto no ano em que se assinala a passagem de três décadas sobre a edição de Ar de Rock, o álbum de Rui Veloso que colocou toda esta história em marcha.
Os clássicos de António Variações, Táxi, Delfins, GNR, Rádio Macau, Heróis do Mar, Sétima Legião, Clã, Ritual Tejo, Jorge Palma, Toranja, Ornatos Violeta e Rui Veloso, entre muitos outros, são o combustível que alimenta uma impressionante viagem pelo tempo que nos carregará dos anos 80 até bem próximo do presente.
Esta promete ser uma viagem única pela história da música portuguesa, com alguns dos seus maiores protagonistas.
E o pretexto não poderia ser melhor!
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Musica
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Noticias - Um País Insuportável...
Este caso aconteceu no inicio deste mês de Fevereiro do corrente ano de 2011, mas remonta ao desaparecimento da idosa de 88 anos (na altura) e causou grande "embaraço" ás "iluminadas" autoridades deste país de "Brandos Costumes" em que cada um "assobia para o lado" sempre que lhe não convém qualquer assunto.
Não era de todo, minha intenção escrever sobre ele, afinal trata-se de mais um, entre muitos problemas cívicos do nosso quotidiano, mas acontece que, ao ler o que o Dr. Marinho e Pinto escreveu sobre o dito assunto, fui movida por aquela minha atitude de apoio, sempre que concordo com alguém a 500% e vai dai... cá estou, e não me parece que seja necessário tecer mais outra coisa qualquer.
Encontrada morta ao fim de nove anos
... Há nove anos que a casa estava fechada, sem movimento, e a sua única habitante estava lá dentro… morta!
Passou-se nos arredores de Lisboa e o corpo só foi encontrado porque o fisco vendeu a casa, por falta de pagamento de impostos;
... só nessa altura a entrada foi forçada e se descobriu o cadáver, da senhora e do seu cão!
Um país insuportável - A. Marinho e Pinto
A falta de bom-senso e humildade constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa.
Tudo seria simples se houvesse uma coisa que falta, cada vez mais, aos nossos magistrados: bom senso.
Uma mulher com 88 anos de idade morreu no seu apartamento em Rio de Mouro, Sintra, mas o corpo só foi encontrado mais de oito anos depois, juntamente com os restos mortais de alguns animais de companhia (um cão e dois pássaros).
Este caso, cujos pormenores têm sido abundantemente relatados na comunicação social, interpela-nos a todos não só pela sua desumanidade mas também pela chocante contradição entre os discursos públicos dominantes e a dura realidade da nossa vida social.
Contradição entre promessas e garantias de bem-estar, de solidariedade e de confiança nas instituições públicas e uma realidade feita de solidão, de abandono e de impessoalidade nas relações das instituições com os cidadãos.Apenas duas ou três pessoas se interessaram pelo desaparecimento daquela mulher, fazendo, aliás, o que lhes competia.
Com efeito, uma vizinha e um familiar comunicaram o desaparecimento às autoridades policiais e judiciais mas ninguém na PSP, na GNR, na Polícia Judiciária e no tribunal de Sintra se incomodou o suficiente para ordenar as providências adequadas.
Em face da participação do desaparecimento de uma idosa a diligência mais elementar que se impunha era ir à sua residência habitual recolher todos os indícios sobre o seu desaparecimento.
É isto que, num sistema judicial de um país minimamente civilizado, se espera das autoridades policiais e judiciais, até porque o caso era susceptível de constituir um crime.
O assalto e até assassínio de idosos nas suas residências não são, infelizmente, casos assim tão raros em Portugal.
Mas, sintomaticamente, as autoridades judiciais não só não se deram ao trabalho de se deslocar à residência como, inclusivamente, recusaram-se a autorizar os familiares a procederem ao arrombamento da porta de entrada.
E tudo seria tão simples se houvesse uma coisa que falta cada vez mais aos nossos magistrados: bom senso. Mas não.
Dava muito trabalho, ir a uma residência procurar pistas sobre o desaparecimento de uma pessoa.
Dava muito trabalho, oficiar outras instituições para prestar informações sobre esse desaparecimento. Sublinhe-se que um primo da idosa se deslocou treze vezes ao tribunal de Sintra para que este autorizasse o arrombamento da porta da sua residência.
Mas, em vez disso, o tribunal, lá do alto da sua soberba, decretou que a desaparecida não estava morta em casa, pois, se estivesse, teria provocado mau cheiro no prédio.
É esta falta de bom-senso e humildade perante a realidade que constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa.
Os nossos investigadores (magistrados e polícias) não investigam para encontrar a verdade, mas sim para confirmarem as verdades que previamente decretam. E, como algumas dessas verdades são axiomáticas, não carecem de demonstração.
Mas há mais entidades cujo comportamento revela que a pessoa humana não constitui motivo suficientemente forte para as obrigar a alterar as rotinas burocráticas e impessoais.
A luz da cozinha daquele apartamento esteve permanentemente acesa durante um ano, ao fim do qual a EDP cortou o fornecimento de energia eléctrica, sem se interessar em averiguar o motivo pelo qual um consumidor deixou de cumprir o contrato celebrado entre ambos.
Os vales da pensão de reforma deixaram de ser levantados pela destinatária, mas a segurança social nada se preocupou com isso.
Ninguém nessa instituição estranhou que a pensão de reforma deixasse de ser recebida, ou seja, que passasse a haver uma receita extraordinária sem uma causa.
E isto é tanto mais insólito quanto os reformados são periodicamente obrigados a fazerem prova de vida. Mas isso é só quando estão vivos e recebem a pensão.
Os CTT atulharam a caixa de correio daquela habitação de correspondência que não era recebida sem que nenhum alerta alterasse as suas rotinas.
Finalmente, as finanças penhoraram uma casa e venderam-na sem que o respectivo proprietário fosse citado.
Como é que é possível num país civilizado penhorar e vender a habitação de uma pessoa, aliás, por uma dívida insignificante, sem que essa pessoa seja citada para contestar?
Sem que ninguém se certifique de que o visado tomou conhecimento desse processo?
Como é possível comprar uma casa sem a avaliar, sem sequer a ver por dentro?
Quem avaliou a casa?
Quem fixou o seu preço?
Claro que agora aparecem todos a dizer que cumpriram a lei e, portanto, ninguém poderá ser responsabilizado porque a culpa, na nossa justiça, é sempre das leis.
É esta generalizada irresponsabilidade (ninguém responde por nada) que está a tornar este país cada vez mais insuportável.
E não havia vizinhos? Ninguém deu conta? Havia sim e deram conta sim; pelo menos uma vizinha há muito que fazia esforços para que a polícia ou e tribunal arrombasse a porta e fosse ver o que se passava, mas ninguém lhe ligou.
Parece surrealista mas não é e dá muito que pensar.
Não era de todo, minha intenção escrever sobre ele, afinal trata-se de mais um, entre muitos problemas cívicos do nosso quotidiano, mas acontece que, ao ler o que o Dr. Marinho e Pinto escreveu sobre o dito assunto, fui movida por aquela minha atitude de apoio, sempre que concordo com alguém a 500% e vai dai... cá estou, e não me parece que seja necessário tecer mais outra coisa qualquer.
Encontrada morta ao fim de nove anos
... Há nove anos que a casa estava fechada, sem movimento, e a sua única habitante estava lá dentro… morta!
Passou-se nos arredores de Lisboa e o corpo só foi encontrado porque o fisco vendeu a casa, por falta de pagamento de impostos;
... só nessa altura a entrada foi forçada e se descobriu o cadáver, da senhora e do seu cão!
Um país insuportável - A. Marinho e Pinto
A falta de bom-senso e humildade constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa.
Tudo seria simples se houvesse uma coisa que falta, cada vez mais, aos nossos magistrados: bom senso.
Uma mulher com 88 anos de idade morreu no seu apartamento em Rio de Mouro, Sintra, mas o corpo só foi encontrado mais de oito anos depois, juntamente com os restos mortais de alguns animais de companhia (um cão e dois pássaros).
Este caso, cujos pormenores têm sido abundantemente relatados na comunicação social, interpela-nos a todos não só pela sua desumanidade mas também pela chocante contradição entre os discursos públicos dominantes e a dura realidade da nossa vida social.
Contradição entre promessas e garantias de bem-estar, de solidariedade e de confiança nas instituições públicas e uma realidade feita de solidão, de abandono e de impessoalidade nas relações das instituições com os cidadãos.Apenas duas ou três pessoas se interessaram pelo desaparecimento daquela mulher, fazendo, aliás, o que lhes competia.
Com efeito, uma vizinha e um familiar comunicaram o desaparecimento às autoridades policiais e judiciais mas ninguém na PSP, na GNR, na Polícia Judiciária e no tribunal de Sintra se incomodou o suficiente para ordenar as providências adequadas.
Em face da participação do desaparecimento de uma idosa a diligência mais elementar que se impunha era ir à sua residência habitual recolher todos os indícios sobre o seu desaparecimento.
É isto que, num sistema judicial de um país minimamente civilizado, se espera das autoridades policiais e judiciais, até porque o caso era susceptível de constituir um crime.
O assalto e até assassínio de idosos nas suas residências não são, infelizmente, casos assim tão raros em Portugal.
Mas, sintomaticamente, as autoridades judiciais não só não se deram ao trabalho de se deslocar à residência como, inclusivamente, recusaram-se a autorizar os familiares a procederem ao arrombamento da porta de entrada.
E tudo seria tão simples se houvesse uma coisa que falta cada vez mais aos nossos magistrados: bom senso. Mas não.
Dava muito trabalho, ir a uma residência procurar pistas sobre o desaparecimento de uma pessoa.
Dava muito trabalho, oficiar outras instituições para prestar informações sobre esse desaparecimento. Sublinhe-se que um primo da idosa se deslocou treze vezes ao tribunal de Sintra para que este autorizasse o arrombamento da porta da sua residência.
Mas, em vez disso, o tribunal, lá do alto da sua soberba, decretou que a desaparecida não estava morta em casa, pois, se estivesse, teria provocado mau cheiro no prédio.
É esta falta de bom-senso e humildade perante a realidade que constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa.
Os nossos investigadores (magistrados e polícias) não investigam para encontrar a verdade, mas sim para confirmarem as verdades que previamente decretam. E, como algumas dessas verdades são axiomáticas, não carecem de demonstração.
Mas há mais entidades cujo comportamento revela que a pessoa humana não constitui motivo suficientemente forte para as obrigar a alterar as rotinas burocráticas e impessoais.
A luz da cozinha daquele apartamento esteve permanentemente acesa durante um ano, ao fim do qual a EDP cortou o fornecimento de energia eléctrica, sem se interessar em averiguar o motivo pelo qual um consumidor deixou de cumprir o contrato celebrado entre ambos.
Os vales da pensão de reforma deixaram de ser levantados pela destinatária, mas a segurança social nada se preocupou com isso.
Ninguém nessa instituição estranhou que a pensão de reforma deixasse de ser recebida, ou seja, que passasse a haver uma receita extraordinária sem uma causa.
E isto é tanto mais insólito quanto os reformados são periodicamente obrigados a fazerem prova de vida. Mas isso é só quando estão vivos e recebem a pensão.
Os CTT atulharam a caixa de correio daquela habitação de correspondência que não era recebida sem que nenhum alerta alterasse as suas rotinas.
Finalmente, as finanças penhoraram uma casa e venderam-na sem que o respectivo proprietário fosse citado.
Como é que é possível num país civilizado penhorar e vender a habitação de uma pessoa, aliás, por uma dívida insignificante, sem que essa pessoa seja citada para contestar?
Sem que ninguém se certifique de que o visado tomou conhecimento desse processo?
Como é possível comprar uma casa sem a avaliar, sem sequer a ver por dentro?
Quem avaliou a casa?
Quem fixou o seu preço?
Claro que agora aparecem todos a dizer que cumpriram a lei e, portanto, ninguém poderá ser responsabilizado porque a culpa, na nossa justiça, é sempre das leis.
É esta generalizada irresponsabilidade (ninguém responde por nada) que está a tornar este país cada vez mais insuportável.
E não havia vizinhos? Ninguém deu conta? Havia sim e deram conta sim; pelo menos uma vizinha há muito que fazia esforços para que a polícia ou e tribunal arrombasse a porta e fosse ver o que se passava, mas ninguém lhe ligou.
Parece surrealista mas não é e dá muito que pensar.
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