Ainda na mesma linha do descrito no post anterior, vem a propósito, o artigo do Nuno Markl sob o título " O triunfo dos porcos", artigo esse, que ele escreve na mesma revista, Única, do jornal Expresso, desta semana. Vale a pena ler. Deixo aqui um pouquinho, mas atenção, o melhor é ler! Um Abraço!
O triunfo dos porcos
Sábado, 24 de Setembro de 2011
Isto de escrever piadas dá um trabalho do caraças, e, cada vez mais, uma pessoa se inquire: para quê?
Soubesse eu o que sei hoje, e tinha-me ficado pela quarta classe. Soubesse eu o que sei hoje e nunca teria ambicionado escrever piadas. Eu devia ter percebido mais cedo que isto não é vida - logo ali quando constatei a existência de imensa gente que acha que as piadas não se escrevem; muito boa gente acha que as piadas acontecem, e ainda me lembro, nos tempos em que coescrevia o programa "Herman Enciclopédia", do ar surpreso e, por vezes incomodado, com que muita gente recebia a informação de que a minha profissão era escrever para o Herman (lembro-me do Ricardo Araújo Pereira, nos tempos em que também escrevia material para os programas do Herman, contar que um polícia lhe respondera, uma vez, com ar de quem não se deixava aldrabar: "Então, mas alguma vez o Herman precisa que alguém lhe escreva alguma coisa?").................... Em suma, isto de escrever e dizer piadas dá um trabalho do caraças, e, cada vez mais, uma pessoa se inquire: para quê? Olhando para o novo reality show "A casa dos segredos", um escriba de humor apercebe-se de como é obsoleto. A realidade é infinitamente melhor autora de humor do que nós e tem outra vantagem, do ponto de vista de um produtor ou de um director de programas: a realidade não cobra salário, não se põe a discutir opções artísticas teimosamente...
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Falta de cultura
Fui criada com uma grande falta de cultura.
Sem acesso a livros mas com grande vontade de ler;
Sem facilidade de meios para estudar mas com muita vontade de aprender.
Sem acesso a amor mas acreditando num mundo melhor, mais afectuoso e fraterno...
Falava-se á época que se se criassem meios de acesso, tudo ficaria mais fácil, que as gerações vindouras, tirariam proveito disso e que teriam melhores notas e seriam gerações mais cultas!
Não vou acreditar que a maioria não aproveitou. Acho até que nunca antes vimos, pessoas tão cultas como agora. Mas lamento que não sejam essas que vemos expostas.
Vem tudo isto a propósito do artigo da "Pluma Caprichosa", da revista Única do jornal Expresso, desta semana, da autoria de Clara Ferreira Alves, já anteriormente aqui falado.
Deixo aqui um pouco:
Para acabar de vez com a cultura
Clara Ferreira Alves (www.expresso.pt)
Sábado, 24 de Setembro de 2011
Eu sei que a cultura já não é o que era, deixamos que um bando de cretinos mandem em nós.
O título é de um livro do Woody Allen. Não creio que ele, ou nós, imaginássemos que quando este livro foi escrito e a palavra cultura era um bilhete de identidade, esse mundo estivesse em vias de extinção. Cresci num mundo dominado, poderia dizer, controlado pela cultura. Comíamos cinema clássico e filmes russos e alemães com sete horas (não eram uma pêra doce), papávamos Ingmar Bergman ao pequeno-almoço, e ninguém podia chegar à puberdade sem ter lido pelo menos um romance de Tolstoi e Dostoievski, de Stendhal e Flaubert.
Pois é... isto doí! Dói tomar conhecimento que mesmo, a cultura mais simples, uma parte destes jovens de hoje, não sabem e pior não querem saber...
Não há pior cego do que aquele que não pretende enxergar...
Temos hoje muitos jovens com cursos superiores, mas isso não significa que tenham cultura, muitas vezes não sabem ou já esqueceram, coisas simples como:
- Qual o ano em que se deu a revolução do 25 de Abril em Portugal;
- Qual o nome do 1º. ministro de Portugal quando se deu a revolução do 25 de Abril de 1974?
- Quem escreveu os livros "O meu pé de laranja lima", "Rosinha minha canoa", "Constantino, guardador de vacas e de sonhos"ou "Barranco de cegos"
- Quem foi António Aleixo?
-De quem é o poema:
Sei que pareço um ladrão...
Eu não tenho vistas largas
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
Lições de Filosofia.
Uma mosca sem valor
poisa c’o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.
Já para não falar que Salazar foi eleito " o maior português de sempre". Bem sei, bem sei que não deverei nunca dar a minha opinião sobre programas destes, uma vez que pertenço ao grupo daqueles que nunca participam em nada. Mas que diabo, não tem nada a ver com politica, é apenas ler e saber e compreender e raciocinar e perceber e pensar!
Sem acesso a livros mas com grande vontade de ler;
Sem facilidade de meios para estudar mas com muita vontade de aprender.
Sem acesso a amor mas acreditando num mundo melhor, mais afectuoso e fraterno...
Falava-se á época que se se criassem meios de acesso, tudo ficaria mais fácil, que as gerações vindouras, tirariam proveito disso e que teriam melhores notas e seriam gerações mais cultas!
Não vou acreditar que a maioria não aproveitou. Acho até que nunca antes vimos, pessoas tão cultas como agora. Mas lamento que não sejam essas que vemos expostas.
Vem tudo isto a propósito do artigo da "Pluma Caprichosa", da revista Única do jornal Expresso, desta semana, da autoria de Clara Ferreira Alves, já anteriormente aqui falado.
Deixo aqui um pouco:
Para acabar de vez com a cultura
Clara Ferreira Alves (www.expresso.pt)
Sábado, 24 de Setembro de 2011
Eu sei que a cultura já não é o que era, deixamos que um bando de cretinos mandem em nós.
O título é de um livro do Woody Allen. Não creio que ele, ou nós, imaginássemos que quando este livro foi escrito e a palavra cultura era um bilhete de identidade, esse mundo estivesse em vias de extinção. Cresci num mundo dominado, poderia dizer, controlado pela cultura. Comíamos cinema clássico e filmes russos e alemães com sete horas (não eram uma pêra doce), papávamos Ingmar Bergman ao pequeno-almoço, e ninguém podia chegar à puberdade sem ter lido pelo menos um romance de Tolstoi e Dostoievski, de Stendhal e Flaubert.
Pois é... isto doí! Dói tomar conhecimento que mesmo, a cultura mais simples, uma parte destes jovens de hoje, não sabem e pior não querem saber...
Não há pior cego do que aquele que não pretende enxergar...
Temos hoje muitos jovens com cursos superiores, mas isso não significa que tenham cultura, muitas vezes não sabem ou já esqueceram, coisas simples como:
- Qual o ano em que se deu a revolução do 25 de Abril em Portugal;
- Qual o nome do 1º. ministro de Portugal quando se deu a revolução do 25 de Abril de 1974?
- Quem escreveu os livros "O meu pé de laranja lima", "Rosinha minha canoa", "Constantino, guardador de vacas e de sonhos"ou "Barranco de cegos"
- Quem foi António Aleixo?
-De quem é o poema:
Sei que pareço um ladrão...
Eu não tenho vistas largas
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
Lições de Filosofia.
Uma mosca sem valor
poisa c’o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.
Já para não falar que Salazar foi eleito " o maior português de sempre". Bem sei, bem sei que não deverei nunca dar a minha opinião sobre programas destes, uma vez que pertenço ao grupo daqueles que nunca participam em nada. Mas que diabo, não tem nada a ver com politica, é apenas ler e saber e compreender e raciocinar e perceber e pensar!
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Pluma Caprichosa
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
YOGA - Finalmente o rererecomeço
Parece fácil?
Mas não é!Acreditem!
Parabéns a mim, pois claro, que finalmente arranjei um tempo para ir novamente recomeçar o meu yoga. Foi ontem pelas 20H20m e acabou as 21H25m... foi obra!
ADOREI!
Outubro lá estarei a tempo inteiro, 3ª e 5ªfeiras há mesma hora!
Deu para, mais uma vez, perceber como me faz bem o yoga, a tudo, ao esqueleto e a mente, principalmente.
Aquele Abraço!
Mas não é!Acreditem!
Parabéns a mim, pois claro, que finalmente arranjei um tempo para ir novamente recomeçar o meu yoga. Foi ontem pelas 20H20m e acabou as 21H25m... foi obra!
ADOREI!
Outubro lá estarei a tempo inteiro, 3ª e 5ªfeiras há mesma hora!
Deu para, mais uma vez, perceber como me faz bem o yoga, a tudo, ao esqueleto e a mente, principalmente.
Aquele Abraço!
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Actividades
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Eu também NÂO QUERO pagar!
E a propósito do "buraco" da madeira do Alberto João Jardim, já aqui falado anteriormente, aqui vai o que encontrei e aviso desde já que eu também NÃO QUERO PAGAR!
http://aeiou.expresso.pt/eu-nao-pago-o-buraco-da-madeira=f674778
http://aeiou.expresso.pt/eu-nao-pago-o-buraco-da-madeira=f674778
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Austeridade
Cortes no Serviço Nacional de Saúde
"Quando o British Hospital surge numa conversa, tendemos a perguntar: o de Campo de Ourique ou o das Torres de Benfica? O hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN. O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros. Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde."
.............................
Li o acima descrito e, arrepiei-me! Toda e qualquer pessoa que tenha entrado num hospital público, nestes últimos 10 anos, quer seja para consulta, urgência ou apenas para efectuar uma visita a um doente internado, constatou certamente que, a qualidade do atendimento, dos cuidados, da limpeza, da organização, etc, tem uma diferença abismal, é de toda a QUALIDADE, nada inferior á qualidade de qualquer clínica ou hospital privado!
Nesta época de austeridade e com tanto corte anunciado, receio que a "evolução dos últimos tempos", volte a passos largos para trás, para a época em que os nossos hospitais mais pareciam "Câmaras" de terror. Lembro-me bem dos corredores do Hospital de Santa Maria: frios, escuros, mal iluminados, silenciosos, caminhados em silencio e com lágrimas nos olhos, em que nada nem ninguém nos valia... bem diferentes do que são hoje: pintados de cores alegres, identificados com imagens bem perceptíveis, com várias portas ao longo dos corredores, muitas delas apenas para "tapar" o vento, com "pessoal" educado, atencioso, carinhoso...
Eu não Quero mais hospitais do "antigamente"!
Receio bem que também os "avanços" imensos na medicina, voltem igualmente para trás.
Esperemos que não!
Um Abraço!
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Austeridade
Austeridade até quando? E depois?

Confesso que já me custa ouvir que, há mais e mais necessidade, de criar novas medidas de austeridade.
É que nem eu, nem muitos como eu, contribuimos para esta situação em que Portugal se encontra.
E não conheço culpados. Nem tão pouco, o último "buraco" da Madeira, é assumido pelo João Jardim. Nada! Ninguém tem culpa! Mais parece que a culpa é dos trabalhadores, daqueles que trabalham por conta de outrém, que esses não têm como "fugir" aos impostos.
Congelam-se os salários; Aumenta-se o gás, a luz, os transportes, os combustiveis, as portagens, o pão, os bens de toda e qualquer necessidade, as consultas nos hospitais e centros de saúde...; criam-se portagens onde ainda não existiam; efectuam-se despedimentos em várias empresas de diversas áreas; criam-se impostos extraordinários; fecham empresas;... mas então, e, não se cria nada? Nada que possa vir a gerar riqueza, daqui por alguns anos? E daqui por mais um ano, como vamos estar? É que a "aparecerem" "buracos" com esta velocidade, daqui a pouco estamos pior. E depois, como vai ser? E daqui a um ano, vamos estar na mesma? e depois o que mais vão tirar? É que assim, parece-me, que não vai haver nada para tirar...
Já o meu querido Eça dizia que isto era um sítio mal frequentado... e depois?
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Austeridade
11 de Setembro - 10 anos

Dez anos volvidos sobre este atentado, o Mundo mudou!
Mas não para melhor!
Duvidamos, receamos, entristecemos!
Não veio nada de melhor ao Mundo, após o atentado!
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11 Setembro
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