sábado, 10 de dezembro de 2011
Ao meu sogro
Tinha defeitos... mas quem os não tem?
Se ele fosse vivo teria certamente muito orgulho nestes seus netos...
Morreu vitima desta doença.
Isto é para ele.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Ministro Vitor Gaspar (do Estado e das Finanças)
Tal como um dos seus apelidos indica, é primo do secretário-geral do Bloco de Esquerda, Francisco Anacleto Louçã, (também ele um escorpião, só que ao invés, é ligeiramente mais idoso do que eu... eles andem aí), e estão um para o outro como a água está para o vinho e como o dia está para a noite... ou será que não??
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Natal 2011
Tudo se tem de fazer para combater o stress da crise...
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Fim de semana cultural
Capítulo I - Portugal no inicio do Século XX (continuação)
A vida no campo
Por esta época, a vida no campo era dura e o trabalho do camponês estava sujeito a uma rotina muito ligada às estações do ano e às alterações do estado do tempo. A maior parte das propriedades eram pequenas e eram os membros da mesma família que as trabalhavam para retirar da terra o seu sustento, digamos que era mesmo, uma agricultura de subsistência.
De entre a população rural, distinguiam-se, os proprietários; os rendeiros, que pagavam uma renda pela terra que cultivavam; os jornaleiros, que vendiam a sua força de trabalho diária à jorna, e eram o grupo mais numeroso; os pastores; os pescadores e salineiros, no litoral.
A posse de uma parcela de terra dava direito a um «lugar» na sociedade rural e permitia a participação na vida política local.
Os grandes proprietários eram burgueses endinheirados que, exercendo outras profissões e vivendo na cidade, arrendavam as suas terras e alguns até, viviam apenas das rendas das terras.
Os camponeses viviam com grandes dificuldades, e o pouco dinheiro que tinham, servia apenas para comprar azeite, sardinhas, sal e sabão.
Por isso, a roupa tinha de durar vários anos. O vestuário variava conforme o clima e os trabalhos que se faziam. No litoral, com um clima mais ameno, os homens vestiam calças curtas ou arregaçadas e camisas (no Verão) e camisolas de lã (no Inverno). No interior, com um clima mais rigoroso, todos usavam capas durante o Inverno. Os camponeses não usavam sapatos e andavam, quase sempre, descalços ou de tamancos.
A alimentação dos camponeses era a base de vegetais; broa de milho; azeitonas; algum bacalhau ou sardinha; vinho; sopa, feita de batatas e legumes frescos ou secos e, temperada com azeite; café; arroz e enchidos. Praticava-se um regime alimentar pobre em que a carne era um luxo e só era comida em dias de festa.
Os homens da aldeia divertiam-se nas tabernas. Ali, jogavam às cartas e punham a conversa em dia. Em casa, ao serão, as mulheres fiavam, teciam e faziam renda, enquanto os homens consertavam os instrumentos de trabalho.
Aos domingos, os homens entretinham-se em vários jogos, nos largos das aldeias. Jogavam à malha, subiam ao mastro e faziam o jogo das bilhas, entre outros.
As pessoas mais cultas, como o padre, o médico, o professor ou o juiz, como a maioria do povo não sabia ler, liam e escreviam as cartas para os seus familiares, que tinham partido para o Brasil e para África.
Os trabalhos agrícolas eram, quase sempre, acompanhados por cantos. Cantava-se ao desafio ou à desgarrada nas ceifas, nas desfolhadas, nas vindimas, bem como nas festas ou romarias que, eram os momentos mais intensos do sentimento religioso popular e estavam ligadas às colheitas e à cura de doenças. A procissão, a bênção do gado e o grande arraial eram e são obrigatórios nestas festas.
É neste ambiente rural que, em duas aldeias, do centro do país, bem pertinho uma da outra, mais propriamente na Beira Litoral, nascem duas crianças de sexos opostos: o Manecas e a Sãozita.
Feriado SEMPRE!
A morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, sem deixar descendencia e outros motivos de natureza vária que não cabem neste pequeno resumo, concorreram para a perda da Independência de Portugal.
Á época, (e agora também... tão actual!)Portugal perdera o monopólio comercial na Ásia, África e Brasil, resultando daí que todos – a Coroa, a nobreza, o clero e a burguesia – haviam sofrido no montante das receitas (eu sempre afirmo que não estão com atenção, a história sempre se repete! CUIDADO!). A situação económica estava longe de brilhante. Os produtores sofriam com a queda dos preços do trigo, do azeite e do carvão, só para dar alguns exemplos. A crise afectava as classes baixas, cuja pobreza aumentou sem disfarces, como, aliás, em muitos outros países da Europa. (Tenho ou não tenho razão?) O aumento dos impostos tornava a situação ainda pior (Como diria o Fernando Pessa, e esta hem?)