terça-feira, 22 de janeiro de 2013

As outras espécies... esses!

Existem as pessoas: umas magras, outras gordas, umas altas, outras baixas e, ainda outras assim-assim, umas bonitas, outras feias e ainda umas outras que nem são bonitas nem são feias… e existem os MERDAS. Ops, desculpem a expressão, mas tenho andado a matutar e, não consigo encontrar nenhuma outra palavra que tão bem descreva essas outras espécies que nada têm a haver connosco, as pessoas, embora fisicamente muito se nos assemelhem. Mas não, são completamente diferentes. Tenho para mim que esta palavra é o que melhor define essas espécies que não se encaixam em nenhuma classe ou subclasse em que possamos subdividir e classificar as pessoas. Existem as pessoas e existem os MERDAS. Os MERDAS vivem de algumas pessoas. As pessoas vivem bem sem os MERDAS. As pessoas vivem bem e viveriam ainda Melhor sem as merdas dos MERDAS. Os MERDAS têm uma cara feia, são quase sempre baixos, atarracados e gordos. Mesmo que as pessoas sejam feias, baixas e gordas, podem ser assim mas andam sempre de cabeça erguida, os MERDAS não.
Os MERDAS invejam tudo o que as pessoas têm e, tentam imitar tudo o que vêem as pessoas fazer. Os MERDAS não têm amigos, tem outros MERDAS que se dizem seus amigos. As pessoas têm amigos, pessoas com quem podem contar sempre e em qualquer altura.
Os MERDAS arranjam, por norma, merdas e, implicam várias pessoas nessas merdas, para no final se porem ao fresco, como quem não tem nada com isso. Os MERDAS não vivem, apenas respiram o mesmo ar das pessoas. Quanto a mim, poluem o ar que as pessoas respiram. Eu conheço alguns MERDAS, todos nós conhecemos. Mas eu conheço um MERDAS que é mesmo MUITO MERDAS. Este MERDAS que eu conheço, reparem bem, já o vi, diversas vezes, na rua em pijama, na rua com metade da cara barbeada e outra metade com espuma de barbear, em tronco nu, com calça de pijama e, a apanhar salsa num canteiro, coitada da salsa que não pode fugir. Ontem mesmo, vi esse MERDAS, num supermercado, escondido atrás de uma coluna. E porquê? Porque estava a espiar uma pessoa. Como MERDAS que é, não reparou na parede espelhada que estava por detrás dele. Foi de rir. Mas atenção, TODO O CUIDADO é pouco com os MERDAS. Os MERDAS são poucochinhos. Os MERDAS não sabem pensar. Os MERDAS estão ofuscados com a inveja. É bom estarmos ALERTA, com os MERDAS, por perto.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Memorias antigas para os dias actuais

A propósito deste poste do blogue "duas ou três coisas" do nosso, quase, ex embaixador em Paris, Dr. Francisco Seixas da Costa, que me levou, curiosa, a ler alguns dos seus comentários, ao terminar, só me veio á memoria estas quadras soltas de António Aleixo, falecido antes de eu ter nascido e que, tanto se aplicam, não só, aos comentários que por lá li, como aos dias actuais. Vai daí, para dar descanso a minha mente, resolvi aqui os transcrever. É que vale sempre a pena recordá-los.

Quando não tenhas à mão
Outro livro mais distinto,
Lê estes versos que são
Filhos das mágoas que sinto

Forçam-me, mesmo velhote,
De vez em quando, a beijar
A mão que brande o chicote
Que tanto me faz penar

Porque o mundo me empurrou,
Caí na lama, e então
Tomei-lhe a cor, mas não sou
A lama que muitos são.

Eu não tenho vistas largas,
Nem grande sabedoria,
Mas dão-me as horas amargas
Lições de filosofia.  

Deixam-me sempre confuso
As tuas palavras boas,
Por não te ver fazer uso
dessa moral que apregoas.


Vós que lá do vosso império
Prometeis um mundo novo,
Calai-vos, que pode o povo
Qu'rer um mundo novo a sério

Que importa perder a vida
Em luta contra a traição,
Se a Razão mesmo vencida,
Não deixa de ser Razão?

Sei que pareço um ladrão...
Mas há muitos que eu conheço
Que, não parecendo o que são,
São aquilo que eu pareço.

Eu já não sei o que faça
P'ra juntar algum dinheiro;
Se se vendesse a desgraça
já hoje eu era banqueiro

Há pessoas muito altas
De nome ilustrado e sério,
Porque o oiro tapa as faltas
Da moral e do critério.

Este livro que vos deixo
E que a minha alma ditou,
Vos dirá como o Aleixo
Viveu, sentiu e pensou.

Um Abraço!

domingo, 13 de janeiro de 2013

AMOR








http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=kM5gjFVswUc
Fui ver o filme francês "Amor" e Gostei. Confesso até que chorei. É um filme pesado que relata bem o "pesadelo" que é hoje ser-se velho. Sem lamechisses.
Acompanho de perto o dia a dia de um casal de idosos com cerca de 80 anos.
Tentando fazer uma comparação só encontro parecenças na falta de saúde e na falta de apoios.
O casal do filme tem meios monetários. O que eu conheço não tem, o que torna tudo pior.
No casal do filme apenas ela perdeu a saúde. No casal que eu conheço, ambos a perderam.
No filme aparece um "apoio" que deveria cuidar da limpeza de escadas e não de um acamado.
No casal que eu conheço também isso aconteceu diversas vezes... não é filme é realidade!
A diferença é que o fim não é assim...
No casal que eu acompanho, ele foi para um lar que fica com toda a sua pensão e que está a cerca de 200 km de distancia de casa, ela fica em casa a fazer tratamentos oncológicos e a sua reforma, depois de pagar as contas fixas mensais similares a todos nós como sejam água, luz, telefone... o que resta quase não dá para comer.
A vida é toda ela muito rápida o que significa que caminhamos todos rapidamente para a velhice.
Nos tempos que correm ninguém tem tempo para esses afazeres.
Lamentável!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quase Avó

Teoricamente falta 1 mês para ser avó.
Só modernices, o quanto tudo mudou... agora já se não conta a gestação por meses mas sim por semanas, deve-se comer de 2 em 2 horas para evitar a azia, enfim uma infinidade de coisas diferentes, já para não enumerar as mudanças relativas a banheira, as roupas, ao quarto...
Mas voltando ao tema principal, falta um mês para ver a minha primeira neta, isso, até se tem a previsão do dia, 11 de Fevereiro. Tenho comigo que, pelo tamanho da barriga, não sei não, se será assim... Depois se vê :)
Mas a verdade, é que estou curiosa para saber como vou reagir, como vou sentir, como vou agir... é tudo novo para mim. Nunca tinha pensado que iria algum dia ser avó. Pura e simplesmente NUNCA TINHA PENSADO NISSO! Do mesmo modo que fui apanhada de surpresa quando na igreja, no dia do casamento do meu filho, ele me disse para eu o acompanhar ao altar. NUNCA TINHA PENSADO NISSO! No meu tempo entrava-se na igreja de braço dado com os padrinhos, saiamos de casa de braço dado com os pais mas entravamos na igreja com os padrinhos. Estou habituada a ser tia. Mas avó... estou curiosa!!
A arte de ser avó, avosar, espero que esteja a altura para desempenhá-la condignamente. Espero que seja uma experiência MARAVILHOSA, não só para mim como também para o avô e principalmente para a minha neta. Apercebo-me também que vai ser uma arte DELICADA. Tão delicada como o é ser sogra. É que tenho sempre muito presente a preocupação em que nora não é filha, nora é a mulher que o meu filho escolheu para partilhar a vida e os filhos. Como tal, merece-me o maior dos respeitos e cuidado para nunca existirem mal entendidos nem situações dúbias. Nem tanto por mim, mas sobretudo, com a relação do casal. Filha é outra coisa, filha e filho cresceram dentro de mim e, como tal, tudo é esquecido e desculpado de parte a parte. Apenas conta o AMOR e o respeito dos dois lados. Nora e genro, são segundos filhos que amamos igualmente mas a quem tratamos com cuidado.
Voltemos novamente ao tema neta que está quase chegando.
Assim avosar ou a arte de ser avó, envolve profundamente emoções, sentimentos e valores, o que de mais intimo e vulnerável existe em nós. Complexo, não é? E nunca poderemos esquecer que quem dita as regras não somos nós, os avós, mas sim os nossos filhos, que são os pais, complicado? Espero que não! Bem hajam todos!



sábado, 5 de janeiro de 2013

Gosto

Miguel Araújo Jorge - Os Maridos Das Outras 
Toda a gente sabe que os homens são brutos
Que deixam camas por fazer
E coisas por dizer.

São muito pouco astutos, muito pouco astutos.
Toda a gente sabe que os homens são brutos.

Toda a gente sabe que os homens são feios
Deixam conversas por acabar
E roupa por apanhar.

E vêm com rodeios, vêm com rodeios.
Toda a gente sabe que os homens são feios.

Mas os maridos das outras não
Porque os maridos das outras são
O arquétipo da perfeição
O pináculo da criação.

Dóceis criaturas, de outra espécie qualquer
Que servem para fazer felizes as amigas da mulher.
E tudo os que os homens não...
Tudo que os homens não...
Tudo que os homens não...

Os maridos das outras são
Os maridos das outras são.

Toda a gente sabe que os homens são lixo
Gostam de música que ninguém gosta
Nunca deixam a mesa posta.

Abaixo de bicho, abaixo de bicho.
Toda a gente sabe que os homens são lixo.

Toda a gente sabe que os homens são animais
Que cheiram muito a vinho
E nunca sabem o caminho.

Na na na na na na, na na na na na.
Toda a gente sabe que os homens são animais.

Mas os maridos das outras não
Porque os maridos das outras são
O arquétipo da perfeição
O pináculo da criação.

Amáveis criaturas, de outra espécie qualquer
Que servem para fazer felizes as amigas da mulher.
E tudo os que os homens não...
Tudo que os homens não...
Tudo que os homens não...

Os maridos das outras são
Os maridos das outras são
Os maridos das outras são.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Gosto

Os Azeitonas - Anda Comigo Ver Os Aviões
Anda comigo ver os aviões
Levantar voo,
A rasgar as nuvens,
Rasgar o céu.

Anda comigo ao porto de Leixões
Ver os navios
A levantar ferro,
Rasgar o mar.

Um dia eu ganho a lotaria,
Ou faço uma magia,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia que não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti.

Anda comigo ver os automóveis,
A avenida,
A rasgar as curvas,
Queimar pneus.

Um dia vamos ver os foguetões levantar voo,
A rasgar as nuvens,
Rasgar o céu.

Um dia eu ganho o totobola,
Ou pego na pistola,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua
Nem que eu roube a lua só p'ra ti.

Um dia eu ganho o totobola,
Ou pego na pistola,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia que não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti.

Desejos de Feliz Ano Novo!

Foi apenas uma maneira de passar a passagem de ano e dar as Boas Vindas a 2013. Gostei, embora não tenha assistido a tudo...

Terreiro do Paço recebe Paulo de Carvalho, João Gil, Luís Represas e os Azeitonas no final do ano


A partir das 21h, no último dia de 2012, sobe ao palco no Terreiro do Paço em Lisboa, Paulo de Carvalho para interpretar os principais êxitos da sua carreira que este ano completa 50 anos.
Depois, às 22h, é a vez de João Gil e Luís Represas, que este ano se juntaram para fazer o seu primeiro disco em conjunto.
Após as 12 badaladas, a Câmara Municipal de Lisboa em conjunto com a Câmara Municipal de Almada oferece um espetáculo de fogo de artifício.
Em 2013 entram no palco os Azeitonas, para interpretar os seus maiores sucessos como “Anda comigo ver os Aviões”.