sexta-feira, 15 de março de 2013

O gosto da Vida

Eu NUNCA trocaria a minha vida, a minha amada família, por menos cabelos brancos ou por uma barriga mais lisa!
Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim e menos crítica de mim mesma. E com mais duvidas também! Tornei-me na minha própria amiga... 
Eu não me censuro por comer bolo e doces a mais, ou até pela compra de algo que não precisava... 
Eu tenho o direito de, por vezes, parecer ser desarrumada, se isso me apetecer e, de ser extravagante de quando em vez.
Sei de algumas pessoas que deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem me vai censurar se resolvo ficar a ler ou a jogar no computador, até tarde ou se pretendo dormir até tarde?  
Eu quero aproveitar a vida, quero dançar ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70, quando me apetecer e as minhas pernas permitirem…
Eu sei que por vezes, esqueço algumas coisas. Mas, há muitas coisas na vida que devem ser esquecidas…
Eu recordo-me das coisas importantes da vida. Coisas que não devem ser esquecidas!
Claro, ao longo dos anos, o coração vai enfraquecendo. Mas como não enfraquecer se, ao longo da vida, vão-se perdendo tantos sonhos, tantas certezas, tantas pessoas, tantos, tantos, tantos... Como não enfraquecer quando uma criança sofre ou mesmo quando um animal de estimação morre ou desaparece ou, ou, ou… Mas, corações partidos, são os que nos dão força e alento para continuar. Um coração que nunca sofreu é um coração estéril e nunca conhecerá a alegria de se ser imperfeito. A Alegria e o Bem que é saber envelhecer, saber aceitar os cabelos brancos, aceitar o aparecer das rugas...
Eu sou abençoada por viver o suficiente, para ter os meus cabelos grisalhos e, ter os risos da minha juventude e, os risos dos meus filhos, gravados para sempre, em meu coração. Sou abençoada por viver o suficiente para ter conhecido o sentimento que é ser avó, assistir ao prolongamento dos meus filhos. E espero ainda ser abençoada para poder ver a minha neta crescer e poder ver mais netos nascerem.  
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos ficarem brancos.
Conforme se envelhece, é mais fácil ser positivo. Preocupamo-nos menos com o que os outros pensam.
Eu gosto de ser idosa! A idade libertou-me. Eu gosto mais da pessoa em que me tornei. Eu estou muito mais segura do que antes. Embora, com muito mais duvidas do que antes, também.
Eu não vou viver para sempre. Mas, enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido ou me preocupar com o que será. Eu vou tentar fazer tudo o que me apetecer. Vou comer sobremesa todos os dias, se me apetecer. Não vou fazer mais fretes. Vou estar apenas em locais e ambientes em que me sinta bem e estar com quem eu gosto e que gosta de mim também!
Eu gosto de ser idosa!

terça-feira, 12 de março de 2013

1º. Mês

Matilde a fazer o que melhor sabe: Sorrir!
Matide de cumplicidade com sua mãe como já vai sendo hábito!

- Porque não se calam e me deixam estar sossegada... apenas quero dormir!

Matilde no SPA... pensando na Vida...
Matilde no relax e com segurança
(- É melhor fazer figa para não terminar rápido)
Terminou... mas amanhã há mais!


AMOR...




Aqui ficam algumas imagens de minha neta, deste seu primeiro mês de vida, que faz hoje.
Dá bem para comprovar o Maior Amor do Mundo: Os filhos!!!

sexta-feira, 8 de março de 2013

“Os alemães, simplesmente não sabem Viver” – São frios!

A revista do Expresso, da semana passada, no artigo de Opinião da “Pluma Caprichosa” de Clara Ferreira Alves, sob o título “La Dolce vita em Erlangen” faz alguma comparação do povo alemão com o italiano. A determinada altura escreve ela: “… Os alemães, simplesmente, não têm jeito para viver. A dolce vita dá cabo deles. Não troco a noite de Nàpoles por um serão em Munique…. Nunca seremos alemães…”
Ao ler isto sorri-me. Porquê? Minha filha tem a mesma opinião! E acreditem que ela lá terá as suas razões!
Albert Einstein                                                               Diogo Infante






 
Karl Lagerfeld





Ivo Canelas

Melhor virar Eremita

Estou desiludida com a Vida e com o Mundo!
Já não acredito em nada e em ninguém. Tornei-me numa pessoa como diz o povo: “Ver para crer, como S. Tome” (Quando Jesus morreu pregado na cruz, S. Tomé afastou-se desolado com a morte de Jesus. Assim, estando longe, não estava perto dos companheiros quando Jesus lhes apareceu ressuscitado, atravessando portas fechadas e paredes espessas, trazendo-lhes a esperança e a paz que os encheu de nova confiança e lhes confortou os corações. S. Tomé avisado pelos outros, deslumbrados pela descoberta de que Jesus, que haviam visto morrer, estava vivo, S. Tomé dá uma resposta que bem podia ser nossa, diante das coisas que não conseguimos esclarecer com nossa cabeça e nossa razão. S. Tomé diz que, se não tocar com suas próprias mãos as chagas que os pregos fizeram nas mãos de Jesus, se… se…, não acreditará. Precisa ver para crer.)
Estou desiludida com as pessoas e a sua maldade, a sua falsidade, a sua mesquinhez, as suas mentiras…! Vivemos num mundo de mentiras, falsos sentimentos, atitudes forçadas, hipocrisia. Sorrisos fingidos, amores traídos, gente pisando em gente, um ar contaminado pela inveja…
Estou desiludida e sem vontade de viver esta vida que a sociedade teima, a me obrigar a viver. Não gosto desta vida para mim nem para os meus familiares e amigos.
Tudo o que nos ensinaram em crianças é falso e nem se pode acreditar!
Não se pode acreditar nas pessoas, todos somos falsos, mentirosos, invejosos, e, por aí fora…
Não se pode acreditar na igreja, está tudo podre e, nem me refiro apenas a Católica, todas têm podres, todas! Em nome da Religião fizeram-se e fazem-se as maiores barbaridades.
Não se pode acreditar na política e nos políticos. Em nome da ideologia política, tanto á esquerda como á direita, praticam-se ilegalidades, torturas, assassinatos… Isto é transversal á Esquerda e á Direita. Os partidos da chamada esquerda Democrática fazem as mesmas coisas que a ditadura de Salazar fazia. Não acreditam? Acreditem que eu sei do que escrevo…. Claro, claro que não se pode afirmar que todas as pessoas de cada partido político praticam essas “maldadezinhas”. Tal como não creio que todas e quaisquer pessoas existentes neste mundo sejam como as que acima descrevi. Existem as excepções, lembram-se? São as tais que servem para confirmar as regras.
Quando crianças, levam-nos a idealizar um mundo perfeito, onde nada de mal nos acontecerá. Levam-nos a sonhar com o pai Natal e com o coelhinho da Páscoa.
Levam as meninas a sonhar com o príncipe encantado e que vão viver felizes para todo o sempre, num castelo que fica lá bem no final do arco-íris… mas, o tempo vai passando e, todos esses sonhos se vão desvanecendo pouco a pouco… começamos por descobrir que o pai Natal afinal, não existe mesmo, o coelhinho da Páscoa nada tem a ver com as amêndoas e ovos de chocolate…
Descobrimos que, todas as pessoas mentem o tempo todo e que, o príncipe encantando, montado num cavalo branco... não passa disso mesmo, figura de uma história para ouvidos e olhos de criança verem.
Os anos vão passando, as decepções vêm surgindo… só para termos certeza, só mesmo para acordarmos de uma vez por todas e aprendermos que, Felicidade, é na verdade, um estado de espírito e que, não podemos ser felizes o tempo todo!
Perante tudo isto e tantas outras coisas que aqui não foquei, apetecia-me virar eremita!
Era até bom, eu esquecia o Mundo e o mundo esquecia-se de mim. Era dada como desaparecida. Pior para o Gaspar, ficava com menos uns trocos…

terça-feira, 5 de março de 2013

3ª. Semana


fotografia.JPG

Pois bem a minha neta faz hoje 3 semanas. Reparem que para a semana já fará 1 mês :)
As frases acima, são de tal forma eruditas, que têm até um nome, chamam-se vovosices!ahahahahaha

Já viram tamanha cumplicidade de mãe e filha....



Somos o melhor POVO do Mundo!

Enviaram-me este poema.
Por aqui se vê que fazemos parte de Camões, Gil Vicente, Fernando Pessoa, Eça de Queirós e outros tantos. Uns mais do que outros, já se vê...
Alguém disse que somos o melhor povo do mundo... quem terá dito (???) (Gaspar???)
 
Portugal está na pobreza
Mas a Língua Portuguesa
Continua a enriquecer
Já era uma Língua rica
Se agora mais rica fica
É o que está p'ra se ver

Há vocábulos usados
Com vários significados
Denominados homónimos;
Também se exprime a preceito
Uma ideia ou um conceito
Usando vários sinónimos

Está neste caso " ROUBAR "
" FURTAR "," DESAPROPRIAR "
" SURRIPIAR" e " EXTORQUIR";
" RAPINAR" ou " SAQUEAR "
" ESBULHAR "e " GATUNAR "
" PILHAR " e " SUBTRAIR ".

" PALMAR " e " LARAPIAR "
" BIFAR ", "FANAR ", ou " GAMAR"
Mesmo que seja em calão;
" ASSALTAR " ou " SALTEAR "
" TIRAR ", " LIMPAR ", " DESPOJAR",
Tem tudo a mesma acepção.

" CONFISCAR ", " DESAPOSSAR ",
" APROPRIAR ", " ESPOLIAR "
São conceitos semelhantes;
" RIPAR " e "AMARFANHAR "
" ARREPANHAR ", " EMPALMAR ",
Larápios são uns tratantes.

Surge agora um novo termo
Criado por um estafermo
Que nos está a " (des ) governar";

Com imprevidentes " PASSOS "
Fazendo de nós palhaços
Inventa o verbo ... " gaspar ".

" GASPAR " é neologismo
Que nos lança para o abismo
Num desastre humanitário;
Mesmo com o país enfermo
Vamos extirpar tal termo
Do nosso vocabulário.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Ainda a proposito das palavras do Sr. do BPI...SEM COMENTARIOS!!

TUDO VALEU PARA EMBRIAGAR AS MENTES:
PROMEÇAS DE NOVOS CÉUS...
DEPOIS, O APERTO DO GARROTE E, POR FIM,
O DESESPERO DE TANTAS FAMÍLIAS...

Entrevista ao presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich:  
                                - Fernando Ulrich,..."O país aguenta mais austeridade?"...
Fernando Ulrich - ... "ai aguenta, aguenta!..."
A raiva de todos nós contra os cínicos deste país.
De ALICE BRITO - Advogada e dirigente do Bloco de Esquerda
"Sei que a raiva não é boa conselheira. Paciência. Aí vai...
Havia dantes, no coração das cidades e das vilas, umas colunas de pedra que tinham o nome de picotas ou pelourinhos. Aí, eram expostos os sentenciados que, a seguir, eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Essa exposição, tinha também por fim o escárnio popular.

Era aí que eu te punha, meu glutão.
Atadinho com umas cordas para que não fugisses. Não te dava vergastadas. Vá lá, uns caldos de vez em quando. Mas, exibia-te para que fosses visto pelas pessoas que ficaram sem casa e a entregaram ao teu banco. Terias de suportar o seu olhar, sendo que o chicote dos olhos é bem mais possante que a vergasta.
Terias pois, de suportar o olhar daqueles a quem prometeste o paraíso a prestações e a quem depois serviste o inferno a pronto pagamento. Daqueles que hoje vivem na rua. Daqueles que, para não viverem na rua, vivem hoje aboletados em casa dos pais, dos avós, dos irmãos, assim a eito, atravancados nos móveis que deixaram vazias as casas que o teu banco, com a sofreguidão e a gulodice de todos os bancos, lhes papou sem um pingo de remorso
.
Dizes, com a maior lata, que vivemos acima das nossas possibilidades. Mas não falas dos juros que cobraste. Não dizes, nessas ladainhas que andas sempre a vomitar, que quando não se pagava uma prestação, os juros do incumprimento inchavam de gordos, e era nesse inchaço que começava a desenhar-se a via-sacra do incumprimento definitivo.
Olha, meu estupor, sabes o que acontece às casas que as pessoas te entregam? Sabes, pois… São vendidas por tuta e meia, o que quer dizer que na maior parte dos casos, o pessoal apesar de te ter dado a casa fica também com a dívida. Não vale a pena falar-te do sofrimento, da vergonha, do vexame que integra a penhora de uma casa, porque tu não tens alma, banqueiro que és.
Tal como não vale a pena referir-te que os teus lucros vêm de crimes sucessivos. Furtos. Roubos. Gamanços. Comissões de manutenção. Juros moratórios. Juros compensatórios, arredondamentos, spreads, e mais juros de todas as cores. Cartões de crédito, de débito, telefonemas de financeiras a oferecerem empréstimos clausulados em letrinhas microscópicas, cobranças directas feitas por lumpen, vale tudo, meu tratante. Mesmo assim, tiveste de ser resgatado para não ires ao fundo, tal foi a desbunda. E, é claro, quem pagou o resgate foram aqueles contra quem falas todo o santo dia.
Este país viveu décadas sucessivas a trabalhar para os bancos. Os portugueses levantavam-se de manhã e ainda de olhos fechados iam bulir, para pagar ao banco a prestação da casa.
Vidas inteiras nisto.  
A grande aliança entre a banca e a construção civil tornavam inevitável, aí sim, verdadeiramente inevitável, a compra de uma casa para morar.                                                                                        
Depois, os juros aumentavam ou diminuíam conforme era decidido por criaturas que a gente não conhece...     
A seguir veio a farra. Os bancos eram só facilidades. Concediam empréstimos a toda a gente. Um Carnaval completo, obsessivo, até davam prendas, pagavam viagens, ofereciam móveis.
Sabiam bem o que faziam!
Na possante dramaturgia desta crise, entram todos, a banca completa e enlouquecida, sendo que todos são um só. 
Depois veio a crise!
A banca guinchou e ganiu de desamparo.
Lançou-se mais uma vez nos braços do estado que a abraçou, mimou e a protegeu da queda.
Vens de uma família que se manteve gloriosamente ricalhaça, à custa de alianças com outras da mesma laia. Viveram sempre patrocinados pelo estado, fosse ele ditadura ou democracia. Na ditadura tinham a PIDE a amparar-vos. Uma PIDE deferente auxiliava-vos no caminho.
Depois veio a democracia. Passado o susto inicial, meu Deus, que aflição, o povo na rua, a banca nacionalizada, viraram democratas convictos. E com razão. O estado, aquela coisa que tu dizes que não deve intervir na economia, têm-vos dado a mão todos os dias. Todos os dias, façam vocês o que fizerem. Por isso, falas que nem um bronco, com voz grossa, na ingente necessidade de cortes nos salários e pensões.
Quanto é que tu ganhas, pá? Peroras infindavelmente sobre a desejável liberalização dos despedimentos.
Discursas, sem pejo, sobre a crise de que a cambada a que pertences é a principal responsável.
Como tu, há muitos que falam. Aliás, já ninguém os ouve. 
Mas tu, tinhas que sobressair! Depois do: “ai aguenta, aguenta”, vens agora, com aquela dos sem-abrigo. Se os sem-abrigo sobrevivem, o resto do povo sobreviverá igualmente.
Também houve sobreviventes em Auschwitz, meu nazi!
É isso que tu queres? Transformar este país num gigantesco campo de concentração?
Depois, pões a hipótese de também tu, poderes vir a ser um sem-abrigo. Dizes isto, no dia em que anuncias 249 milhões de lucros para o teu banco.
                                         
É o que se chama um verdadeiro achincalhamento.
Por tudo isto te punha no pelourinho!  

Só para seres visto pelos milhares que ficaram sem casa. Sem vergastadas. Só um caldo de vez em quando.
Podes dizer-me que é uma crueldade. Pois é! Por uma vez terás razão.                                                      
Nada porém que se compare à infinita crueldade da rapina, da usura que tu defendes e exercitas.
És hoje, um dos czares da finança. Vives na maior, cercado pelos sebosos Rasputines governamentais. Lembra-te do que aconteceu a uns e ao outro."