quarta-feira, 31 de julho de 2013

Palmeirim e Portas (2)

Como o titulo indica, Palmeirim não tem descanso. Mal termina uma, zás, logo outra aparece. De novo, Paulo Portas na berlinda. Estes nossos políticos, não querem que faltem temas ao humor em Portugal. Pelo menos os nossos humoristas não se podem queixar com falta de matéria prima para trabalharem. Então vai daí, Paulo Portas que, não saiu do governo, logo inspirou o nosso Vasco Palmeirim. E mais ainda, as pazes feitas entre Passos e Portas. Tudo junto merece festa, pois claro! Festa e bailarico! Assim, baseado na canção de Quim Barreiros, "A garagem da vizinha", dedicou-lhe Palmeirim, a canção "Sai o Paulo, Entra o Paulo", que para quem não conhece, aqui fica.
"Sai o Paulo, Entra o Paulo" 
[A Viragem do Paulinho]

Lá no país onde eu moro
Há um rapaz chamado Paulo
Chateou-se com o Pedro
Aquilo é que foi um abalo
Não gostou que o amigo
Arranjasse uma nova amiga
E saiu a correr
Como quem está mal da bexiga.

Ele disse: «oh meu amigo
Entre nós não há segredos
Para manter esta amizade
Eu preciso de mais brinquedos!»
O Paulo andou triste
Mas agora ele ri-se
Já fez as pazes com o Pedro
E o Paulo agora é vice!

Sai o Paulo, entra o Paulo
À hora que ele quiser
Já não está amuadinho
Por ciúme da mulher
Sabe que o mais importante
É ter um governo estável
Só não sabe o que quer dizer
a palavra «irrevogável».

Então o Pedro decidiu
dizer a toda a gente
O que deu ao Paulo
Para ele ficar todo contente:
Linha directa pró estrangeiro
Mais uns novos dossiers
E organiza um chá dançante
No primeiro sábado de cada mês

E é isto que se passa
No país onde eu moro
Parece história de novela
Não sei se eu rio ou se eu choro
Hoje a porta da saída
Amanhã serve de entrada
Isto é um entra e sai
Parece a casa do Big Bráda!


Sai o Paulo, entra o Paulo
À hora que ele quiser
Já não está amuadinho
Por ciúme da mulher
Sabe que o mais importante
É ter um governo estável
Só não sabe o que quer dizer
a palavra "irrevogável". 

Agrado de Palmeirim a Portas (1)

Há alguns dias atrás fiz aqui um apontamento sobre a hipotética  e irrevogável demissão de Paulo Portas do governo. Coisa de birras de quem ainda não cresceu completamente. Hoje deixo aqui, para quem ainda não conhece, a canção que Vasco Palmeirim, dedicou a Paulo Portas, inspirada na canção da cantora Ágata, "Perfume de mulher", com o título "Ciúme da Mulher", referindo-se à nomeação de Maria Luís Albuquerque para Ministra das Finanças.
Ciúme da Mulher
(Por isso, Saio)

Eu… fiquei chateado
Com a TSU dos reformados
Tive que a vetar.
E sem qualquer conversa
Disseste depressa
“Foi ideia do Gaspar”
Agora…foste um cafajeste
Pois tu não quiseste
Ver-me feliz
Em vez… De alguém do CDS
Puseste lá à pressa
A Maria Luís.

Por isso, saio!
Saio do Governo!
Saio, isso podes crer!
Saio, porque não vai haver mudanças
Se metes nas Finanças
Aquela mulher!

Por isso, saio!
Saio do Governo!
Sim, está tudo acabado!
Saio, vou fazer coisas minhas
Vou beijar velhinhas
Ali no mercado!

Nós… Já não conversamos
Nem fazemos planos
Eu, sinto-me só
Deixámos de ver a nossa serie
E o pichonéri
Está a ganhar pó…
Eu tomei a decisão
Tu estás em negação
Não há mais nada a dizer
É... o fim do nosso pacto
Apaga o meu contacto
Tens que me esquecer!

Por isso, saio!
Saio do Governo!
Saio, isso podes crer!
Saio, porque não vai haver mudanças
Se metes nas Finanças
Aquela mulher!

Por isso, saio!
Saio do Governo!
Saio, está tudo acabado!
Saio, vou fazer coisas minhas
Vou beijar velhinhas
Ali no mercado!
Por isso, saio!!!!!  



Agrado de Palmeirim a Gaspar

Portugal,  nos últimos dias, tem passado por situações, no mínimo, caricatas.  Como povo de humor imediato, que somos, ainda estávamos a colocar o saco do gelo sobre a cabeça, já Vasco Palmeirim, (o irreverente e divertido locutor, do programa da manhã, da radio comercial, "Manhãs da Comercial") na manha imediata, apresentava uma canção, baseada na canção de Paulo de Carvalho, "Nini dos meus 15 anos", para assinalar a demissão de Vítor Gaspar, ministro das Finanças,  intitulada "Vivi  dos 741 dias", tempo que Gaspar se manteve no Governo. Heis a letra:

“Chamava-se Vivi
Tinha ar de zombie
E cobrava (Coro: cobrava)
Falava ao país
E eu ficava infeliz
E chorava (Coro: chorava)

Mas num Verão o Vivi disse «basta»
Não quis mais aquela pasta
Já não dava mesmo mais para adiar
Sofreu de erosão
Diz que dá comichão
Talvez o halibut ajude a aliviar.

Abriu o coração
Numa carta ao patrão
Que chorava (Coro: chorava)
O patrão pouco depois
pôs o Paulo a número 2
e o Paulo...dançava (Coro: dançava)

E para sempre recordo o seu falar
Deveras devagar
741 dias no poder.
Pacotes e orçamentos
Discursos sonolentos
E uns papos nos olhos que não paravam de crescer!

Arriscou previsões
Como eu no Euromilhões
Não acertou nada
E um homem desmoraliza, é sempre assim...
Vivi não cobra mais a mim.
Lá lá lá lá lá

E para sempre recordo aquele rosto
Enquanto aumenta imposto
741 dias a pagar.
Disse q'houve pouco investimento
Porque choveu e soprou um vento
E no Borda d'Agua não estava nada a avisar.

Arriscou previsões
Como eu no Euromilhões
Não acertou nada
E um homem desmoraliza, é sempre assim...
Vivi, teu tempo chegou ao fim!...”



quinta-feira, 25 de julho de 2013

4 ANOS = BODAS DE FLORES E FRUTAS

Parabéns!!



Bem sei que são Bodas de flores e fruta mas não precisa exagerar, certo? :)

Um Bom Dia para vocês

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ontem fiquei feliz!

Ontem fiquei feliz!
Em Dezembro passado, abriu perto de minha casa mais um cabeleireiro. Confesso que ultimamente os cabeleireiros se multiplicam como cogumelos. Não tenho qualquer curiusidade. Sou até bastante rotineira com os cabeleireiros, dado que ganho alguma amizade as pessoas que me atendem e sempre que por uma qualquer razão vou a um outro sinto um certo desconforto.
Voltando ao cabeleireiro novo, comecei a ouvir alguns comentarios sobre os preços que por lá se praticavam que parece têm levado a mudança de clientela. Continuei sem qualquer curiusidade.
Ontem já perto do final do dia, apeteu-me ir ao cabeleireiro. Vai daí telefonei a perguntar se me podiam atender. Tal não foi possivel. Muito trabalho. Óptimo para eles. Saí do trabalho, meti-me no carro e tomei uma decisão, vou ao Centro Comercial que lá num qualquer cabeleireiro sou certamente atendida. Lavar e secar, qualquer um faz. De repente passei em frente ao cabeleireiro novo e havia um lugar de estacionamento vago mesmo a porta. Estacionei e rezolvi entrar. Perguntei se seria possivel atenderem-me e muito sorridente e simpatica uma menina me convidou a sentar. Pouco depois essa mesma menina dirigiu-se a mim dizendo:
- Sra. D. e pronunciou o meu nome, não está lembrada de mim mas, eu lembro-me muito bem da senhora. Quando eu era pequenina, passei bons momentos em sua casa e comi bons lanches que a senhora preparava. Eu ia para lá brincar com a sua filha e lembro-me bem de ficar a conversar com a senhora.
...
Foi uma longa conversa de uma menina que hoje é uma senhora casada, feliz e com dois meninos pequenos. Que passou pelo desemprego, devido a crise, e que deu uma volta a sua vida de 360º. Tirou um curso de esteticista, abriu o cabeleireiro e está satisfeita com o sucesso do mesmo. Fiquei e fico Feliz por ela! Conseguiu dar a volta a crise!


Que azar o meu

Ontem uma colega de quem eu gosto fez 44 anos. Rezolveu fazer um almoço e convidar-me a almoçar com ela. Cheguei, dei-lhe uma lembrança e fomos almoçar. Era lasanha. Mama mia... Havia também, como sobremesa, figos que ela trouxe, no Domingo passado, do Alentejo. Salva.
Depois de ter andado a luta com a lasanha, que diga-se, me pareceu estar muito boa, pedi desculpa por não me apetecer mais mas, gosto bastante de figos e se comesse tudo receava não conseguir provar os figos que tanto gosto e, mais a mais, ela não gosta de figos. Soou a estranho.
- Não gostastes?
- Nada disso, está muito boa. Só que era um pouco demais. Além de que gosto muito de figos e esses parecem-me muito bons.
- Estranho...
- Também tens ali um bolo de cenoura para o café, certo?
- Sim, e?
- Era um desperdicio se não conseguisse comê-lo...
Uff, já passou...
Confidencia: não gosto de massa de especie nenhuma.

terça-feira, 16 de julho de 2013

E a vida continua...

Portugal nestas duas ultimas semanas quebrou um pouco a monotonia. Os últimos acontecimentos mexeram até com a adrenalina de alguns políticos. O jogo das cadeiras, estão a ver? Primeiro foi a demissão do Ministro das Finanças, o pequeno Grande Victor Gaspar. Logo seguido da irrevogável demissão do Ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr. Paulo Portas. Demissão  irrevogável essa que pouco durou. Já se vê. Tipo: socorro, agarrem-me senão vou-me a ele e mato-me...
Reuniões, com calma, e, Dr. Paulo Portas revogou a sua anterior decisão de demissão irrevogável.
E pronto, tudo está bem quando acaba bem... Portugal, afinal, continua a ser um país de brandos costumes.