sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mais uma vez o Mundial... foi-se

Nem todo o apoio dos mil e um portugueses espalhados pelo mundo nos pode valer.
O Mundial 2014 foi-se...
Já estamos habituados, certo?


terça-feira, 24 de junho de 2014

Continuando a recordar Ary dos Santos


Meu Amor, Meu amor

José Carlos Ary dos Santos
Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.
Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.
Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento
este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.

Recordar

José Carlos Ary dos Santos 

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Dia Da Criança

Ontem, fomos comemorar o dia da criança para o Parque do Alvito, em Monsanto. 
Nunca lá tinha ido. Mas gostei. Principalmente gostei de estar com os filhos e com a neta.
Foi um dia bem passado. 
Obrigada!


Tem de ser Costa

É verdade! Também eu não votei no PS porque não gosto do Seguro! E como eu, muitos mais.
Em Seguro é evidente a sua ausência de perfil para a liderança de um partido como o PS.
Para o Passos era bom um Seguro a frente do PS. Dava-lhe jeito.
Fiquei desapontada com o recuo de António Costa o ano passado.
Mas agora, finalmente, António Costa deu uma boa noticia. Tem de ser.
António Costa é um politico experiente, dentro do PS.
António Costa tem sido um excelente presidente da Câmara de Lisboa.
António Costa será um bom candidato do PS para 2015.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Saúde em Portugal

Antes da revolução dos cravos, em 25 de Abril de 1974, a saúde em Portugal era bastante desfavorável em relação a outros países da Europa.
O sistema de saúde dependia de hospitais, ou do Estado ou das Misericórdias, de médicos municipais e, médicos privados para quem tinha posses monetárias.
Relembro que nos anos 60 e inicio dos anos 70, a despesa com a saúde pública era inferior a 3% do PIB. Isto é, quem tinha dinheiro podia aceder a tratamentos médicos e conforto, quem o não tinha, estava entregue aos hospitais que há época, eram pouco dignificantes.
Com a revolução, a saúde deu um salto gigante qualitativamente. 
Segundo a Constituição, todos os cidadãos passam a ter direito a saúde tendencialmente gratuita. 
Foi criado o SNS - Serviço Nacional de Saúde
Todos passaram a ter direito aos mesmos cuidados médicos. 
O SNS oferece então uma cobertura nacional gerida pelo Ministério da saúde que renova, moderniza, equipa, actualiza, humaniza, desenvolve orientações e protocolos e, supervisiona a prestação dos cuidados de saúde, não só em todos os hospitais como também, em todos os centros de saúde da previdência e segurança social, espalhados por todo o país. 
Actualmente, com a crise que se tem vivido, os cortes aos valores afectos a saúde, têm sido sucessivos. Assim, a prestação de cuidados de saúde não responde da mesma maneira como até aqui.
Esta situação torna-se preocupante.
Pessoalmente tenho presenciado, em alguns casos próximos, que doentes oncológicos que têm sido seguidos em hospitais públicos, quando se aproxima a fase final, esses mesmos hospitais ficam relutantes em lhes administrar e receitar certos medicamentos que os podiam poupar ao mal estar que se advinha e, até mesmo, esquivam-se  em os receber e tratar. Ficando assim aos cuidados dos familiares que, sem saber como aliviar o mal estar, a dor, as alucinações... ficam em situação de desespero.
Os casos que conheço de perto, a um valeu-lhe o seguro de saúde da empresa onde trabalhava e pode ser internado num hospital privado e partir com alguma dignidade e conforto.
A outro, mais complexo e sem qualquer seguro, está toda a família a pagar, o internamento e cuidados médicos, num hospital igualmente privado, para garantir ao doente, a melhor assistência e uma partida com dignidade e conforto.
Tudo porque ninguém tem nunca uma habitação preparada para um doente que grita, delira, alucina, não come, não dorme, não sossega... com dores e mal estar e, todos os familiares se sentem sistematicamente incapazes e impotentes e sem saberem o que fazer...
Os médicos confirmam que está a ser comum a passagem de doentes de hospitais públicos para privados, que chegam a procura de soluções que lhes são negadas anteriormente. A Liga Portuguesa contra o Cancro tem recebido queixas de doentes a denunciar a falta de acesso a tratamento público.
A saúde não está na mão de ninguém. Todos estamos sujeitos a doenças. Para se ficar doente basta apenas ter saúde. Governantes deste país, pensem nisso!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Resultados eleições europeias 2014

E será que o resultado destas eleições ensinaram alguma coisa? 
Será que os governantes sabem tirar conclusões?
O partido Socialista foi quem ganhou. 
No entanto, apenas elegeu 7 eurodeputados. 
O PS não ganhou mais, devido a 2 candidaturas que lhe tiraram votos, são elas: António Marinho e Pinto pelo MPT (Partido da Terra) e Rui Tavares pelo novíssimo partido Livre (L). 
Tendo o primeiro sido eleito ao invés do segundo que não teve a mesma sorte.
Os grandes derrotados foram mesmo os partidos do Governo: PSD e CDS que, mesmo tendo-se candidatado em coligação como Aliança Portugal (e que aliança... estamos fartos, pá) passaram de cerca de 40% em 2009 com 10 eleitos para menos de 28% e apenas 6 eleitos em 2014. 
Isto sim, isto foi uma vitoria do povo.
Quanto ao partido Livre, foi criado muito recentemente, a tempo de puder participar nestas eleições e, com pouca campanha eleitoral visível e activa. 
Outras hão-de vir onde Rui Tavares, terá certamente oportunidade de fazer chegar mais longe, as suas ideologias. 
Quanto a Marinho e Pinto, já todos conhecem o seu modo de estar na vida e na politica. 
Fico feliz que tenha conseguido ser eleito.
Quanto ao PS e, falo por mim, seria bom outro secretario geral. 
De qualquer modo, parabéns.
RTP

PS                                 31.5%                   7 eleitos
PPD/PSD.CDS-PP         27.7%                   6 eleitos
PCP-PEV                       12.7%                   2 eleitos
MPT                                7.2%                   1 eleito
B.E.                                4.6%                   1 eleito
L                                     2.2%                   0 eleito
4.42%                   votos brancos
3.07%                   votos nulos
65,34%        abstenção

VIVA PORTUGAL!