pedaços da vida
sexta-feira, 21 de março de 2025
Cinema: "Vitória"
O filme "Vitória", é baseado num drama Verídico.
Digamos que o drama, o filme, "Vitória", é uma espécie de uma "janela indiscreta" efetuada por uma idosa (e que idosa, 95 anos efetuados em Outubro passado) e que esta, se vai envolvendo preocupada e assustada, com tudo o que vai observando, das janelas da sua casa que dão para uma favela...
O seu envolvimento e preocupação é tal que, acaba ajudando a desmantelar uma rede de tráfico de droga na dita favela.
O caso verídico, sucedeu em 2005.
Uma idosa negra que conseguiu denunciar uma rede de corrupção, crime e tráfico de drogas, na favela Ladeira dos Tabajaras, no Rio de Janeiro.
Fernanda Montenegro, constrói em "Vitória" uma mulher feita de fibra e luz, garra e inquietação.
Como sempre, Fernanda Montenegro é ADMIRAVEL!
O Governo AD caiu
Caiu o Governo!
E, claro que o Vasco Palmeirim iria fazer uma música.
Afinal, cada vez que um Governo cai...
Força Vasco Palmeirim! Gostamos de te ouvir!
terça-feira, 4 de março de 2025
Luís Osório - Postal do dia - "Ninguém tem coragem de dizer o que José Raposo é..."
Ninguém tem coragem de dizer o que José Raposo é
Muito se escreve sobre o ator José Raposo, mas poucos dizem a única coisa que verdadeiramente conta no que ele é.
Tenho ouvido e lido sobre José Raposo, mas nada do que oiço ou leio resume o que verdadeiramente conta no que ele é.
Dizem-me que é um ator generoso.
Que a sua relação com Maria João Abreu era magnífica e frutuosa.
Que é um dos mais admirados pelo povo que vai ao teatro de revista ou pelo que segue as novelas.
Que é um cidadão empenhado.
Que não há ninguém que dele não goste.
Tudo coisas excelentes, mas nenhuma delas diz o essencial.
É que José Raposo é um gigante.
Um dos melhores atores da história, mas também um dos mais esquecidos no momento em que se fazem os rankings, talvez por ter feito rir durante demasiadamente tempo, talvez por aceitar projetos populares, talvez por ser revisteiro.
Mas vê-lo a representar a figura de Rui Nabeiro.
Vê-lo no papel do produtor Mário Martins em Variações.
Vê-lo na pele de Macbeth, encenado por Mónica Calle.
Ouvi-lo em dobragens que marcam os miúdos ou observar o trabalho que tem feito na Casa do Artista.
Meu Deus…
…quando deixaremos nós de ser provincianos?
Observá-lo no seu caminho é reconhecer a sua excelência, o seu enormíssimo talento misturado com uma humildade que o faz parecer de carne e osso como a maioria dos outros.
É de carne e osso, mas de uma carne e de um osso diferentes da maioria.
Carrega uma alma luminosa que o distingue, que lhe oferece as ferramentas para ser o que poucos atores conseguem.
E há uma outra coisa.
É o mais completo – o que faz rir e chorar, o que faz pensar e indignar, o que nos faz sentir que é verdade tudo o que diz, o que é genuíno e, ainda assim, generoso com um mundo todos os dias mais egocêntrico, invejoso e intolerante.
José Raposo, já chega de calar o que entra pelos olhos dentro.
segunda-feira, 3 de março de 2025
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
sábado, 1 de fevereiro de 2025
Cinema: "Ainda Estou Aqui"
"Ainda Estou Aqui" um filme que fez o Brasil falar sobre a ditadura militar brasileira, um regime autoritário que teve inicio com um golpe militar, derrubando o governo existente, eleito democraticamente, tendo durado de Abril de 1964 até Março de 1985.
O Brasil nunca julgou os crimes cometidos durante a ditadura militar, deixando para trás mortos, desaparecidos e vítimas de torturas e detenções ilegais.
Uma lei de amnistia aprovada em 1979 pelo regime militar impediu a punição dos culpados.
"Ainda Estou Aqui" um filme brasileiro, protagonizado por Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro e nomeada ao Óscar de Melhor Atriz, e por sua mãe, a conceituada atriz Fernanda Montenegro.
"Ainda Estou Aqui" está nomeado ao Óscar de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional,
Sinopse
"Ainda Estou Aqui" é uma adaptação cinematográfica do livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, que narra a emocionante trajetória de sua mãe, Eunice Paiva, durante a ditadura militar no Brasil.
A história retrata os anos 70, do século XX, em que a vida de uma mulher comum, advogada, casada com um importante político, muda drasticamente, após o desaparecimento de seu marido, capturado pelo regime militar.
Forçada a abandonar sua rotina de dona de casa, Eunice Paiva (Fernanda Torres e Fernanda Montenegro) transforma-se em uma ativista dos direitos humanos, lutando pela verdade sobre o paradeiro de seu marido e enfrentando as consequências brutais da repressão.
O filme explora não apenas o drama pessoal de Eunice Paiva, mas também o impacto do regime militar na vida de milhares de famílias brasileiras, destacando o papel das mulheres na resistência.
Com uma narrativa profunda e sensível, "Ainda Estou Aqui" traz à tona, um dos períodos mais sombrios da história do Brasil.
A obra é um tributo à força de Eunice Paiva que, contra todas as adversidades, se torna uma figura central na luta pelos direitos humanos no Brasil.
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