Paulino Jesus da Conceição é um timorense com um terrível segredo.
Assistiu, juntamente com a família, à saída dos portugueses de Timor-Leste e a todos os acontecimentos que se seguiram, tornando-se um mero peão nas circunstâncias que mediaram a invasão Indonésia de 1975 e o Referendo de 1999 que deu a Independência ao país.
Só há uma pessoa a quem Paulino pode confessar o seu segredo - mas terá coragem para o fazer?
A vida e tragédia de uma família timorense serve de ponto de partida para aquele que é o romance de estreia de José Rodrigues dos Santos, precursor de grandes êxitos.
Um romance onde a ficção se mistura com o real para expor, num ritmo dramático, poderoso e intenso, a trágica verdade que só a criação literária, quando aliada à narrativa histórica, consegue revelar.
"A Ilha das Trevas"foi para mim, um verdadeiro murro no estômago!
Como aqui no blogue podem verificar, já li diversos livros deste autor, mas embora este livro tivesse sido adquirido assim que foi publicado, fui lendo outros e este foi ficando para trás... como tantos outros que ali tenho a espera... talvez porque ao contrario dos outros, este não seja um calhamaço... eu gosto de ler calhamaços! Não sei! Não lhe dei muita atenção... Que tontaria...
"A Ilha das Trevas" é um Romance bastante diferente de todos os outros que já li do José Rodrigues dos Santos.
"A Ilha das Trevas" é impossível lê-lo e ficar indiferente! É um livro que me deixou incomodada, meio ansiosa, revoltada... Aprendi imenso ao ler este livro! Recordei! Recordei as imagens do massacre no cemitério de Sta. Cruz em Díli... as manifestações... o premio Nobel... Os Trovante... o Luís Represas... Ai Timor, calam-se as vozes dos teus avós, Ai Timor, se outros calam, cantemos nós... enfim... Um livro muito, muito bom!
"A Ilha das Trevas" é uma mistura de realidade com história e com ficção... mas essa mistura ajuda a contar a história/verdade sem se tornar chata/aborrecida e tomamos um banho de realidade mas... queremos continuar a ler e tomar conhecimento dos acontecimentos seguintes e mais e mais ... um livro extremamente interessante de tão realista...
"A Ilha das Trevas" é, na minha opinião, de todos os livros que que já li do José Rodrigues dos Santos,o melhor!
"A Ilha das Trevas" é um livro que conta a história recente de Timor Leste.
Desde a descolonização/abandono por Portugal, após a Revolução dos cravos/o 25 de Abril de 1974, seguida da Invasão Indonésia em 1975, passando por todos os massacres efetuados a população por parte dos Indonésios, efetuados ao longo de 24 anos... até... até... até que nasce o primeiro país do sec. XXI... Timor Leste!
"A Ilha das Trevas" é uma história contada com precisão e é intensa, comovente e dilacerante. O facto de saber que foi real, obrigou-me a pensar no quanto abominável e nojenta consegue ser a espécie humana,capaz de realizar males que envergonham a civilização. Tendo em conta as atuais guerras no Mundo... Ucrânia... Palestina...
Rod Stewart - Sir Roderick David Stewart, nasceu em 10 de janeiro de 1945 e é um cantor e compositor Britânico. Conhecido por sua voz rouca e distinta.
Elsa tem sete anos de idade, quase oito, e é diferente.
Para já, tem como melhor e única amiga a avó de setenta e sete anos de idade, que é doida: não levemente taralhouca, mas doida varrida a sério.
Capaz de se pôr à varanda a tentar atingir pessoas que querem falar sobre Jesus, com uma arma de paintball, ou assaltar um jardim zoológico, porque a neta está triste.
Todas as noites, Elsa refugia-se nas histórias da Avozinha, em cujo cenário é o reino de Miamas, na Terra-de-Quase-Acordar.
Um reino mágico onde o normal é ser diferente.
Quando a Avozinha morre de repente, deixa uma série de cartas a pedir desculpa às pessoas que prejudicou, tem início a maior aventura de Elsa.
As cartas levam Elsa a descobrir o que se esconde por detrás das vidas de cada um dos estranhíssimos moradores de um prédio muito especial, mas também, à verdade sobre contos de fadas, reinos encantados e a forma como as escolhas do passado de uma mulher ímpar, criam raízes no futuro dos que a conheceram...
"A Minha Avó Pede Desculpa" é uma belíssima história, escrita por Fredrik Backman e contada com sentido de humor e emoção.
"A Minha Avó Pede Desculpa" é um livro divertido, comovente e diferente, bem como as personagens que o compõem.
É lindo, cheio de frases enternecedoras e contém uma mensagem especial:
"... Todas as pessoas são únicas, maravilhosas e diferentes..."
Ao longo da sua leitura, vai-se descobrindo o lado aventureiro e "fora da caixa" da Avó.
De tal modo que por vezes, Elsa era mais responsável que a Avó.
É um livro carregado de metáforas, ironia e emoção!
Todas as personagens daquele prédio especial, onde todos vivem, estão ligados uns aos outros, de alguma forma e de certo modo, todos têm histórias de vidas incríveis...
GOSTEI!
"Britt-Marie esteve aqui"
Sinopse:
Não é que Britt-Marie seja uma pessoa crítica, exigente ou difícil, ela apenas espera que as coisas sejam feitas de uma determinada forma.
Uma gaveta de talheres desarrumada está no topo da sua lista de pecados imperdoáveis.
Os seus dias começam, impreterivelmente, às seis da manhã, porque apenas os lunáticos acordam mais tarde do que essa hora.
E não é passivo-agressiva. De modo nenhum.
As pessoas é que, às vezes, interpretam as suas sugestões úteis como críticas, o que não é, de todo, a sua intenção.
Afinal, Britt-Marie não é alguém que julgue os outros, não importa o quão mal-educados, desleixados ou moralmente suspeitos eles possam ser.
Quando Britt-Marie descobre que Kent,o marido, lhe é infiel, a sua vida perfeitamente organizada, de repente, desorganiza-se.
Tendo de passar a sustentar-se sozinha, arranja um emprego temporário como zeladora do centro recreativo de Borg.
Nessa posição, a exigente Britt-Marie tem de lidar com muita sujidade, eletrodomésticos temperamentais, indisciplina a rodos e até uma ratazana como companheira.
Britt-Marie vê-se então arrancada da sua zona de conforto e arrastada para a vida dos seus concidadãos de Borg, uma estranha mistura de seres desesperados, canalhas, bêbedos e vagabundos, sendo incumbida da impossível tarefa de levar a equipa de futebol local, composta por várias crianças sem qualquer tipo de talento para acertar numa bola, à vitória.
E, quando um dia Kent aparece a pedir-lhe desculpa, ela tem de decidir, de uma vez por todas, o que realmente deseja da vida.
Nesta pequena localidade de gente inadaptada, pode Britt-Marie encontrar o lugar a que realmente pertence?
Engraçado e comovente, perspicaz e humano, "Britt-Marie esteve aqui"celebra as amizades inesperadas que nos mudam para sempre e o poder do mais gentil dos espíritos, para tornar o mundo um lugar melhor.
Para se entender melhor a história de "Britt-Marie esteve aqui", será sempre aconselhável ter-se já lido "A Minha Avó Pede Desculpa", porque Britt-Marie e o seu marido Kent já faziam parte do seu elenco e, já sabemos porque razão Britt-Marie terá resolvido se separar dele.
Diria mesmo que essa foi a razão que levou a toda a história que se desenrola no livro "Britt-Marie esteve aqui".
Fredrik Backman com o seu talento, emoção, empatia e humor, consegue construir uma história em que nada é real, tudo fantasia, aliás começa logo por nos informar que a pequena localidade de BORG, não existe, tudo imaginação, mas de novo, tal como no livro "A Minha Avó Pede Desculpa" consegue com o seu talento para "contar coisas sérias em tom de brincadeira", consciencializar-nos sobre os anos que passam por nós a correr, sem darmos conta deles, bem como, existem pessoas que dedicam a sua vida aos outros, especialmente aos seus maridos/filhos, anulando-se totalmente, e depois, um dia, talvez tenham de lidar com a separação/divórcio/viuvez/incapacidade..., após quarenta ou mais anos de casamento, como será penoso ter de reconstruir a vida toda, após os 60 anos... a dificuldade de encontrar emprego com essa idade...
Fredrik Backmanconseguiu caracterizar de tal modo Britt-Marie, que enquanto se lê o livro, é impossível pensar que ela não existe mesmo... mas ela de facto existe, talvez não tenha este nome, mas outro... haverá imensas Britt-Maries por aí?...
Britt-Marie apenas quer amar e ser amada...
Talvez nunca seja tarde para darmos uma segunda oportunidade à nossa vida.
Mas é necessário sermos muito persistentes até conseguirmos atingir os nossos sonhos!
Luís Paulo Fontes Represas nasceu a 24 de Novembro de 1956 e faleceu hoje, dia 22 de Julho de 2026, aos ainda 69 anos e mais uma vítima de cancro do pulmão...
No Verão de 1976 juntamente com João Gil e outros, fundaram o Grupo Trovante, uma banda que terá sido apadrinhada pelo saudoso Carlos do Carmo...
Banda de tantas canções icónicas que todos temos em memória! Fica uma obra musical rica na memoria de várias gerações...
As homenagens têm sido imensas e de todos sem exceção... deixo aqui as duas que mais me sensibilizaram, a do nosso atual Presidente da Republica, Dr. António José Seguro, bastante sensibilizado e a de Luís Osório, através da sua Publicação Diária, "Postal do Dia".
António José Seguro, amigo de Luís Represas, recordou o artista no Parlamento de Cabo Verde, país onde está em visita oficial e, deixou uma mensagem emocionada durante o seu discurso:
"... Hoje perdi um amigo..."
"... É o sentimento de quem perde um amigo... "
"... Em nome de Portugal, curvo-me perante a sua memória com gratidão... "
"... Há vozes que não pertencem apenas a quem as canta. Pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo... "
"... Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida... "
"... A partida do Luís Represas não encontrará silêncio. Encontrará as canções que deixou acesas, como pequenas luzes sobre a vida de tantas gerações de portugueses. Encontrará melodias que continuarão a nascer em cada reencontro, em cada saudade, em cada instante em que alguém voltar a cantar as palavras que ele nos ofereceu. Partiu o homem. Ficou a voz... "
"... Uma voz que soube transformar a nostalgia em esperança, a simplicidade em beleza e a música num lugar onde Portugal tantas vezes se reconheceu. Das praças aos palcos, dos dias de festa aos momentos de recolhimento, o seu talento ensinou-nos que há canções capazes de vencer o tempo. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções... "
"... À família, amigos, companheiros dos Trovante e todos aqueles que hoje sentem que perderam alguém da sua própria casa, endereço um abraço com profunda solidariedade... "
"... Enquanto houver quem cante as suas canções, Luís Represas continuará a regressar. Não como lembrança distante, mas como presença viva, nessa forma discreta e luminosa que só a verdadeira arte conhece... "
" Viver tudo numa noite "
Morreu Luís Represas. Conheci-o em criança, em casa do meu pai, ao piano. Ele e todos os Trovante. Eram miúdos, no final da adolescência ou no início da vida adulta, estavam a preparar o seu primeiro álbum “Chão Nosso”. O Luís, e o João Gil e Manuel Faria, ainda não eram ídolos, mas foram-no. Mais do que qualquer músico em Portugal na década de 1980 e em metade da década de 1990. Foram eles a fazer a transição dos grandes músicos de intervenção para um novo mundo – eles próprios fizeram-na entre o segundo e o terceiro álbum. Não interessa.
Luís Represas era a estrela. A sua voz, presença, magnetismo e inteligência mudaram a face da música popular. E não temos de o chorar. Ele viveu uma vida cheia. Cumpriu-se, ficou na história e vamos cantá-lo até ao fim dos tempos. E Deus – ou alguém por Ele ofereceu-lhe a possibilidade de se despedir do público com quatro concertos que foram absolutamente mágicos. Já estava muito doente, mas eu não sabia. Mas já estava. E na sua cabeça era mesmo a despedida, a sua ultima vez. Impressionante a maneira como o fez. Sem alardes, sem chorinhos, sem nada que não tivesse feito se lhe estivessem destinados cem anos de vida.
Agora percebo o título dos últimos espetáculos: " Viver tudo numa noite ".
Os mais novos talvez não imaginem do que estou a falar, certamente que lhes é difícil entender que existia mundo antes deles, que existia música antes da música que ouvem, que os seus pais ou avós tenham sido jovens como eles. É-lhes difícil, quase impossível, saberem o que Trovante representou na cultura portuguesa, na construção da democracia, na capacidade de a música ser a prova de que qualquer coisa estava a acontecer de novo em Portugal.
Lá estive para os ouvir, para ouvir o Luís Represas. Ameaçaram viver tudo numa noite e cumpriram. Ou em quatro. Mas eu, querido Luís Represas, enquanto por aqui estiver, continuarei desperto com algumas daquelas canções que nunca deixaram de tocar em mim, que me ajudaram a ser o que sou, que me fizeram chorar, desejar, amar, dançar, pensar, ser futuro e respeitar o passado.
Trovante é a banda da minha vida. É memória de manhãs, tardes, noites e madrugadas. Sei as músicas de cor, apaixonei-me por quem as cantou comigo, adormeci todos os meus filhos com aquelas canções, lamentei as mortes e as perdas a ouvir a guitarra do João, a voz do Luís e o piano do Manuel. O meu pai já o deve ter reencontrado. E eu canto Molinera.
Eu partilho de todas as ideias acima descritas, tudo!
Assisti também ao espetáculo " Viver tudo numa noite " e também agora percebo...