quinta-feira, 24 de maio de 2012

Portugal - Quero lá saber!

Quero lá saber !!!.
(Poema de uma funcionária pública)

Eu quero lá saber
Da roubalheira e da alta corrupção
Que o Djaló esteja no Benfica ou no Casaquistão
Que não se consiga controlar a inflação

Eu quero lá saber
Que haja cada vez mais desempregados
Que dêem diplomas e haja cursos aldrabados
Que me considerem reformado ou um excedentário
Que se financie cada vez mais a fundação do Mário
Que se ilibe o Sócrates do processo
Que não haja na democracia um só sucesso

Eu quero lá saber
Que o sócrates já não finja que namora a Câncio
Que o BCE se livre do pavão armado do Constâncio
Que roubem multibancos com retroescavadora
Que o Nascimento esburaque os processos à tesoura
Que deixe até  de haver o feriado do 1º de Maio
Que a tuberculose seja mesmo um tacho pró Sampaio
Que em Bruxelas mamem muitos deputados
Que o Guterres trate apenas dos refugiados
Que a nós nos deixou bem entalados!

Eu quero lá saber
Que ele vá a cento e sessenta e não pague uma multa
Que amanhã ilibem os aldrabões da face oculta
Que o Godinho pese a sucata e abata a tara
Que para compensar, mande uns robalos ao Vara
Que o buraco da Madeira sobre também para mim
Que a Merkl se esteja borrifando para o Jardim

Eu quero lá saber
Que a corja dos deputados só se levante ao meio-dia
Que a "justiça" indemnize os pedófilos da Casa Pia
Que não haja aumentos de salários nem digna concertação social
Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal
Que Guimarães este ano se mantenha a capital
Que alguém compre gasolina na cidade de Elvas
Que só abasteça o condutor do Dr. Relvas
Que na Assembleia continuem  230 cretinos
Que nas autarquias haja muitos Isaltinos
Que o Álvaro, por tu (ai esse sim)  hei-de eu vir a tratar
Que se lixe o falar doce do grande actor Gaspar
Que morram os pobres e os velhos portugueses
Que eles querem é que fiquem só os alemães e os franceses

Eu quero lá saber
Que o Zé seja montado, quer por baixo quer por cima
Que a justiça safe bem depressa o influente Duarte Lima
Que o bancário Costa não volte a dormir na prisão
Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão
Que na Procuradoria continue o Pinto Monteiro
Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro
Que os offsores andem a lavar dinheiro
Que o BPN tenha sido gamado pelo Loureiro
Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
Que à CEE presida um ex-maoista sacana e manhoso
Que agora é o snob democrata Zé Manel Barroso
Tudo isto já nada pra mim tem de anormal

Mas o que eu quero mesmo saber
é onde está o meu país chamado PORTUGAL
que isto aqui é vilanagem pura, roubalheira, corrupção
Meu Deus manda de novo o Marquês de Pombal
antes que este povo inerte permita a destruição !!!

Maria (pseudónimo, claro!)

Funcionária  Pública

Uma amiga enviou-me este poema. Não concordando com tudo o que nele está escrito... ainda assim, não deixa de conter algumas verdades e de estar uma graça.
Um Abraço!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

E pronto, estou toda ao peito...











Esta vida de "ginasta" está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim!
Já aqui tinha informado que ia recomeçar o meu Yoga. Só não tinha informado que além do Yoga também recomecei a Hidroginástica e a "Ginástica Localizada".
Mas o mês passado, numa aula de Localizada, cai do alto do step, estatelando-me no chão, em cima do meu braço direito, depois de ter batido com a cabeça na parede. 
Estão a ver um step? Coisa altissimaaaaaaaaaaaaaa... felizmente que estava ali a parede porque senão ainda andava mais pelo ar... 
Ainda hoje me custa fazer vários movimentos com o braço, no que toca a movimentar o ombro e o cotovelo!
Ontem numa aula de 2 horas de Yoga, a fazer, desculpem, a tentar fazer, é mais correcto, um exercício novo, dei cabo do joelho direito... foi uma noite de ais e mais ais, cada vez que pretendia movimentar a perna. 
E digam lá se esta vida de "ginasta" está ou não está a dar cabo de mim ...
Raparaparaparaparaparaparim!

Um Abraço

















quarta-feira, 9 de maio de 2012

Helena Sacadura Cabral no programa da SIC

Helena Sacadura Cabral - Alta Definição Especial - Dia da Mãe. Programa de 5 de Maio de 2012

Cara Dra. Helena Sacadura Cabral,
Já aqui tenho escrito sobre a senhora e sobre seus livros, bem como costumo ler os seus blogues e até, por vezes, impulsionada por uma qualquer palavra sua sobre um qualquer tema, já tenho tido a ousadia de lhe deixar alguns comentários.
Contudo, deixe-me dizer que gosto muito mais dos seus poemas do que dos seus livros de cronicas, perdoe-me a sinceridade. Os seus poemas, contém verdadeiras mensagens, são profundos... veja-se como exemplo, o seu poema de homenagem aos seus entes queridos que já partiram: 
OS MORTOS
Amo os meus mortos
Quase tanto como os vivos.
Os primeiros dão-me paz
Os segundos, vigor e alento.
No Natal estou com todos.
Por uns rezo, 
Aos outros, alimento.
A vida faz-se com ambos, 
Até que a morte nos leve 
E nos junte aos que já foram.
Para com eles cuidar 
Da vida dos que aqui ficam,
A lembrar os que partiram!


Ou mesmo este outro sobre...

TEMPO
Há um tempo
Sem tempo.
E gente que não tem tempo
Para dar tempo
Ao tempo que ainda tem.
Mas um dia virá,
Em que o tempo abundará.
Só que então
O tempo jamais será
Um tempo de doação.
Será um tempo solitário,
Um tempo de quem espera,
Um tempo já sem tempo
Para dar ao tempo
Que se tem.


E tantos outros...
Mas, o que eu pretendia dizer-lhe é que gostei muito da sua entrevista no programa Alta Definição, da SIC.
Também eu afirmo que não trocava a minha idade actual por nenhuma outra que já tive! Esta é uma idade sem medos, sem lágrimas, sem fretes, e, com a certeza de que quem não gostou de mim até agora, já não me vai gostar daqui para a frente. O unico senão desta idade é ter a certeza que já não me restam outros tantos anos para viver. E recear que algum dia também me entre pela porta dentro, sem que eu a abra, já se vê, algo que me roube as faculdades... e me deixe dependente de alguém de quem não vou lembrar...
Para si... Aquele Abraço!   

terça-feira, 8 de maio de 2012

Maridão também faz anos!


Parabéns meu amor mais crescido

Ontem o meu marido foi bebé!
Pois, pois, ele também faz aninhos!
E, heureka, ele não foi trabalhar!
Não vou dizer a idade, já são alguns, mas desejo que esta data se repita por muitos, muitos e longos, longos anos, cheios de Saúde, Paz e Amor.

Paulo de Carvalho / FF (a tua cara não me é estranha)

E depois do Adeus

poema de José Niza - música de José Calvário - interprete: Paulo de Carvalho

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder



                                                     
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer

Renasci



E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor

Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus

O ficarmos sós

quarta-feira, 2 de maio de 2012

1º. de Maio = dia do .... Pingo Doce

Antes da revolução dos cravos, em 25 de Abril de 1974, vivia Portugal em ditadura fascista. Logo, no 1º. de Maio, não se podia festejar o "Dia do trabalhador".
Após a revolução, e logo passado uma semana, foi a maior manifestação de sempre, no primeiro 1º. de Maio, em que todos foram para a rua de mãos dadas...
Volvidos 38 anos e em plena crise económica, e não só, que se vive actualmente em Portugal, pouco peso tiveram, este ano, as manifestações do 1º. de Maio.
Pode-se mesmo afirmar que o maior acontecimento se deu nos supermercados Pingo Doce. 
As imagens transmitidas pelos vários canais de televisão, foram o retrato vivo de um país que se encontra em degradação evidente. Milhares de pessoas invadiram os supermercados e, em especial, os do Pingo Doce. A confusão, os incidentes, as cenas de pancadaria, as prateleiras vazias, os saques de produtos alimentares... tudo isto, porque a Jerónimo Martins, neste dia resolveu oferecer descontos de 50% para quem fizesse compras superiores a 100 euros.
Logo no dia feriado que, costumava ser respeitado pelas grandes superfícies, Manuel Soares dos Santos, encontrou um esquema para bem assinalar o Dia do Trabalhador. 
Assim, muitos portugueses dedicaram o seu dia à corrida às compras. Não os condeno. Quando não há dinheiro, um desconto destes, com venda de produtos abaixo do preço de custo, quiçá, pago pelos fornecedores, faz diferença. Certo, certo, é que enquanto as pessoas lutam para comer não lutam por direitos. 
Foram imagens degradantes! O que ficará para a historia, do 1.º de Maio de 2012, em Portugal, é um povo a esbofetear-se por um desconto em comida.
Quem escolheu através do seu voto o actual Governo e o actual poder político, é quem em conjunto com eles, nos atirou para este humilhante retrato terceiro mundista.
Ficará para sempre como sendo não o 1º. de Maio, dia do trabalhador, mas sim como:
o 1º. de Maio de 2012 = dia do Pingo Doce    

quinta-feira, 26 de abril de 2012

25 de Abril de 1974 a 2012

Lembro-me como se fosse hoje. Tinha então 16 anos. Como de costume levantei-me as 6H30 para me arranjar e ir para as aulas. Quando cheguei a escola, todos falavam do golpe de estado... naquela época não havia telemóveis... nada disso... todos estávamos, alunos, empregados e professores, um pouco confusos. Não houve aulas e mandaram todos para casa. Voltei a casa e todos estavam não só confusos como receosos. Ninguém sabia de politica.
Na altura eu morava perto do Palácio dos Condes de São Martinho ou Palácio de Santa Helena ou ainda Palácio da Cruz de Santa Helena, ali perto das Oficinas gerais de fardamento, conhecido por "Casão Militar", hoje o palácio é propriedade do Grupo Lusófona e alberga actualmente a Escola Superior de Educação Almeida Garrett, mas como ia dizendo, para ter algum dinheiro, dava explicações aos meninos que viviam nesse palácio. Esses meninos também se encontravam então, no Palácio porque, igualmente os colégios encerraram. Depois do almoço estive com eles para os acalmar... Todos davam atenção aos comunicados que se iam ouvindo na rádio e depois mais tarde na televisão, sim porque não havia, como hoje existe, televisão 24 horas sobre 24 horas. Naquela época a televisão começava ás 17 horas e terminava á meia noite.
Eu não passava duma adolescente com a cabeça cheia de sonhos e fantasias, de medos e sem qualquer noção de politica... nada que se compare com as adolescentes de hoje... eu não tinha direitos, apenas obrigações. Tudo era proibido. Tudo estava vedado, principalmente às meninas... só para dar um exemplo, era proibido beijar na rua, já pensaram? Antes da revolução, Portugal era um país muito atrasado, muito cinzento! BEM HAJA O 25 DE ABRIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!