sábado, 25 de julho de 2026

Fredrik Backman - "A minha avó pede desculpa" e "Britt-Marie esteve aqui"

               

"A minha avó pede desculpa"

Sinopse:

Elsa tem sete anos de idade, quase oito, e é diferente.
Para já, tem como melhor e única amiga a avó de setenta e sete anos de idade, que é doida: não levemente taralhouca, mas doida varrida a sério.
Capaz de se pôr à varanda a tentar atingir pessoas que querem falar sobre Jesus, com uma arma de paintball, ou assaltar um jardim zoológico, porque a neta está triste. 
Todas as noites, Elsa refugia-se nas histórias da Avozinha, em cujo cenário é o reino de Miamas, na Terra-de-Quase-Acordar.
Um reino mágico onde o normal é ser diferente.
Quando a Avozinha morre de repente, deixa uma série de cartas a pedir desculpa às pessoas que prejudicou, tem início a maior aventura de Elsa
As cartas levam Elsa a descobrir o que se esconde por detrás das vidas de cada um dos estranhíssimos moradores de um prédio muito especial, mas também, à verdade sobre contos de fadas, reinos encantados e a forma como as escolhas do passado de uma mulher ímpar, criam raízes no futuro dos que a conheceram...
"A Minha Avó Pede Desculpa" é uma belíssima história, escrita por Fredrik Backman e contada com sentido de humor e emoção.

                                                                                                         

"A Minha Avó Pede Desculpa" é um livro divertido, comovente e diferente, bem como as personagens que o compõem. 
É lindo, cheio de frases enternecedoras e contém uma mensagem especial: 
"... Todas as pessoas são únicas, maravilhosas e diferentes..."
Ao longo da sua leitura, vai-se descobrindo o lado aventureiro e "fora da caixa" da Avó
De tal modo que por vezes, Elsa era mais responsável que a Avó.
É um livro carregado de metáforas, ironia e emoção!
Todas as personagens daquele prédio especial, onde todos vivem, estão ligados uns aos outros, de alguma forma e de certo modo, todos têm histórias de vidas incríveis...
GOSTEI!

"Britt-Marie esteve aqui"

Sinopse:

Não é que Britt-Marie seja uma pessoa crítica, exigente ou difícil, ela apenas espera que as coisas sejam feitas de uma determinada forma. 
Uma gaveta de talheres desarrumada está no topo da sua lista de pecados imperdoáveis. 
Os seus dias começam, impreterivelmente, às seis da manhã, porque apenas os lunáticos acordam mais tarde do que essa hora. 
E não é passivo-agressiva. De modo nenhum. 
As pessoas é que, às vezes, interpretam as suas sugestões úteis como críticas, o que não é, de todo, a sua intenção. 
Afinal, Britt-Marie não é alguém que julgue os outros, não importa o quão mal-educados, desleixados ou moralmente suspeitos eles possam ser.
Quando Britt-Marie descobre que Kent, o marido, lhe é infiel, a sua vida perfeitamente organizada, de repente, desorganiza-se. 
Tendo de passar a sustentar-se sozinha, arranja um emprego temporário como zeladora do centro recreativo de Borg
Nessa posição, a exigente Britt-Marie tem de lidar com muita sujidade, eletrodomésticos temperamentais, indisciplina a rodos e até uma ratazana como companheira. 
Britt-Marie vê-se então arrancada da sua zona de conforto e arrastada para a vida dos seus concidadãos de Borg, uma estranha mistura de seres desesperados, canalhas, bêbedos e vagabundos, sendo incumbida da impossível tarefa de levar a equipa de futebol local, composta por várias crianças sem qualquer tipo de talento para acertar numa bola, à vitória.
E, quando um dia Kent aparece a pedir-lhe desculpa, ela tem de decidir, de uma vez por todas, o que realmente deseja da vida. 
Nesta pequena localidade de gente inadaptada, pode Britt-Marie encontrar o lugar a que realmente pertence?
Engraçado e comovente, perspicaz e humano, "Britt-Marie esteve aqui" celebra as amizades inesperadas que nos mudam para sempre e o poder do mais gentil dos espíritos, para tornar o mundo um lugar melhor.

                           

Para se entender melhor a história de "Britt-Marie esteve aqui", será sempre aconselhável ter-se já lido "A Minha Avó Pede Desculpa", porque Britt-Marie e o seu marido Kent já faziam parte do seu elenco e, já sabemos porque razão Britt-Marie terá resolvido se separar dele. 
Diria mesmo que essa foi a razão que levou a toda a história que se desenrola no livro "Britt-Marie esteve aqui".
Fredrik Backman com o seu talento, emoção, empatia e humor, consegue construir uma história em que nada é real, tudo fantasia, aliás começa logo por nos informar que a pequena localidade de BORG, não existe, tudo imaginação, mas de novo, tal como no livro "A Minha Avó Pede Desculpa" consegue com o seu talento para "contar coisas sérias em tom de brincadeira", consciencializar-nos sobre os anos que passam por nós a correr, sem darmos conta deles, bem como, existem pessoas que dedicam a sua vida aos outros, especialmente aos seus maridos/filhos, anulando-se totalmente, e depois, um dia, talvez tenham de lidar com a separação/divórcio/viuvez/incapacidade..., após quarenta ou mais anos de casamento, como será penoso ter de reconstruir a vida toda, após os 60 anos... a dificuldade de encontrar emprego com essa idade... 
Fredrik Backman conseguiu caracterizar de tal modo Britt-Marie, que enquanto se lê o livro, é impossível pensar que ela não existe mesmo... mas ela de facto existe, talvez não tenha este nome, mas outro... haverá imensas Britt-Maries por aí?...
Britt-Marie apenas quer amar e ser amada... 
Talvez nunca seja tarde para darmos uma segunda oportunidade à nossa vida. 
Mas é necessário sermos muito persistentes até conseguirmos atingir os nossos sonhos!

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